O volume de vendas no varejo restrito caiu 1,5% em abril, ante março, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (16). Em março, o comércio restrito tinha avançado 0,7% (dado revisado após divulgação de alta de 0,5%). O resultado de abril ante março veio menor que a mediana estimada pelo Valor Data, apurada junto a 18 consultorias e instituições financeiras, que era de queda de 0,6%. O intervalo das projeções para o varejo restrito ia de 1,6% a alta de 0,3%. A queda de 1,5% do varejo restrito de abril, ante março, é a mais intensa da série histórica da PMC desde junho de 2022, quando o país ainda enfrentava as consequências da pandemia. Para um mês de abril, esta é a maior retração desde 2020, quando caiu 16%, bem no início na crise sanitária. O recuo do varejo restrito, no entanto, veio após três meses seguidos de expansão das vendas: 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro e 0,7% em março. Na comparação com abril de 2025, o varejo restrito avançou 1%, resultado menor que o esperado. A expectativa mediana do Valor Data era aumento de 2%, com intervalo entre expansão de 0,5% e 3,5%. O comércio restrito acumula alta de 1,5% no resultado acumulado em 12 meses até abril. No resultado em 2026, até abril, o aumento acumulado é de 2%. A receita nominal do varejo restrito avançou 1,1% em abril, ante março. Na comparação com abril de 2025, a receita do varejo restrito registrou alta de 4,2%. As vendas recuaram em abril, ante março, em seis das oito atividades pesquisadas no varejo restrito. Na comparação com abril de 2025, foram cinco atividades em alta, dois em queda, e uma estável. Na passagem entre março e abril, os destaques negativos foram combustíveis e lubrificantes (-6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%); móveis e eletrodomésticos (-0,8%); tecidos, vestuário e calçados (-0,1%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%). Por outro lado, registraram crescimento hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) e livros, jornais, revistas e papelarias (1,1%). — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Varejo ampliado O volume de vendas no varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo, caiu 0,7% em abril, ante março. O recuo de 0,7% é o maior desde dezembro de 2025, quando foi de 1%. Neste caso, para meses de abril, a queda foi inferior à de 2025 (-1,6%). Os analistas de 18 bancos e consultorias esperavam alta de 0,2%, segundo a mediana do Valor Data. O intervalo das projeções ia de recuo de 0,6% a alta de 1%. Em março, frente a fevereiro, o comércio ampliado ficou estável (dado revisto após divulgação inicial de alta de 0,3%). Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas do varejo ampliado subiu 1,4%. A expectativa mediana, pelo Valor Data, era de alta de 3,1%. As projeções variavam entre recuo de 1,5% e alta de 4,8%. Em 2026, até abril, houve crescimento de 1,8% das vendas, enquanto o resultado acumulado em 12 meses registra alta de 0,2%. A receita nominal do varejo ampliado recuou 0,2% em abril, ante março, inferior ao do volume de vendas (-0,7%). Na comparação com abril de 2025, houve crescimento de 3,6% da receita. No comércio varejista ampliado, veículos e motos, partes e peças registrou queda (-0,7%) na relação entre abril e março, assim como material de construção (-3,6%).
Varejo restrito cai 1,5% em abril ante março, queda mais intensa desde junho de 2022, diz IBGE
Setor acumula alta de 1,5% em 12 meses até abril, e no ano, aumento acumulado de 2%









