O volume de vendas no varejo restrito subiu 0,1% em maio, ante abril, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (16). Em abril, frente a março, o comércio restrito tinha caído 1,6% (dado revisado após divulgação de queda de 1,5%). O resultado de maio ante abril veio menor que a mediana estimada pelo Valor Data, apurada junto a 16 consultorias e instituições financeiras, que era de alta de 0,7%. O intervalo das projeções para o varejo restrito ia de alta de 0,2% a aumento de 1,3%, ou seja, o desempenho também veio abaixo do piso do intervalo das estimativas. Na comparação com maio de 2025, o varejo restrito avançou 0,4%. O comércio restrito acumula alta de 1,4% no resultado acumulado em 12 meses até maio. A alta de 0,4% ante maio de 2025 foi menor que a esperada. A expectativa mediana do Valor Data era de aumento de 1,4%, com intervalo entre alta de 0,5% a alta de 2,5%. No varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo, o volume de vendas caiu 0,2% na passagem entre abril e maio, já descontados os efeitos sazonais. Os analistas de 17 bancos e consultorias esperavam alta de 1%, segundo a mediana. O intervalo das projeções ia de alta de 0,4% a aumento de 2,3%, em maio. Em abril ante março, o comércio ampliado tinha caído 0,7% (dado inalterado, sem revisão). Na comparação com maio de 2025, o volume de vendas do varejo ampliado caiu 0,6%. A expectativa mediana, pelo Valor Data, era de alta de 1,5%. As projeções variavam entre alta de 0,4% e aumento de 3,4%. A receita nominal do varejo restrito acumulou alta de 0,1% em maio ante abril. Na comparação com maio de 2025, houve avanço de 4,4%. Já a receita nominal do varejo ampliado avançou 0,4% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. Na comparação com maio de 2025, houve alta de 2,3%. Atividades As vendas do comércio restrito tiveram aceleração ou queda menor em maio ante abril em sete das oito atividades pesquisadas no varejo restrito. Na passagem de abril a maio, ocorreram acelerações, fim de deflação ou queda menor em volume de vendas em combustíveis e lubrificantes (de -5,9% para 1,1%), tecidos, vestuário e calçados (de 0% para 3,1%, móveis e eletrodomésticos (de -1% para 2,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de -0,1% para 1,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (de 4% para 15,2%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de -4,3% para -1,7%), e outros artigos de uso pessoal e doméstico (de -5% para -0,3%). Em contrapartida, na mesma comparação, foram observado retorno à deflação em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de 1,4% para -1,5%) na passagem de abril a maio. Os dados da PMC divulgados nesta quinta-feira (16) mostram ainda que, na comparação com maio de 2025, cinco das oito atividades tiveram alta no volume de vendas em abril. No varejo ampliado, houve alta de 1,8% em veículos, motos, partes e peças e aumento de 2,1% no material de construção, na série com ajuste sazonal, em maio ante abril. Unidades da federação Das 27 unidades da federação, 11 apresentaram avanço no volume de vendas em maio ante abril, com destaque para elevações em Distrito Federal (1,6%), Acre (1,5%), Alagoas (1,5%) e Paraíba (1,5%). Frente a maio de 2025, houve expansão no volume de vendas em 12 das 27 unidades da federação. Chamam atenção os resultados positivos de Tocantins (12,3%), Pernambuco (7,4%) e Santa Catarina (7,0%). Varejo ampliado Cristiano Santos, gerente da pesquisa, informou que, com a queda de 0,2%, o comércio ampliado opera em “zona de estabilidade”. Santos comentou que, ao se analisar os mais recentes resultados do segmento, é possível perceber que foram sempre taxas muito próximas a zero. “Nos últimos três meses praticamente não estamos vendo crescimento no comércio ampliado. É cenário distinto do que estávamos vendo anteriormente. O segundo semestre foi de alta forte [em vendas] com apenas um ponto de queda”, lembrou. Especificamente em maio, um fator que ajudou a manter sinal negativo na taxa do comércio ampliado foi o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, acrescentou. Essa categoria mostrou queda de 7,7% em vendas, em maio ante maio do ano passado. (Para essa categoria, o IBGE não veicula variação ante mês imediatamente anterior). O especialista informou que, assim como notado no comércio restrito, vendas relacionadas ao setor de alimentação, no comércio ampliado, não tiveram boa performance, em maio. Ele ponderou que, em contrapartida, no comércio ampliado, as duas outras atividades adicionais, que compõem o comércio ampliado juntamente com as oito mapeadas no comércio restrito, mostraram bons resultados, em maio. Após caírem 0,5% em abril ante março, as vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 1,8% em maio ante abril. E, no caso de material de construção, as vendas, que caíram 2,6% em abril ante março, subiram 2,1% em maio ante abril. “Assim, podemos ver que o que está puxando para baixo mesmo [o comércio ampliado em maio] é o atacado de produtos alimentícios”, disse. — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Varejo restrito sobe 0,1% em maio ante abril, diz IBGE
Comércio restrito acumula alta de 1,4% no resultado acumulado em 12 meses até maio










