Resultado veio acima da estimativa mediana do mercado, de aumento de 0,3% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O volume de vendas no varejo restrito subiu 0,5% em junho, ante maio, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o comércio restrito tinha avançado 0,3% (dado revisado após divulgação de alta de 0,1%). O resultado veio acima da estimativa mediana verificada pelo VALOR DATA, apurada junto a 21 consultorias e instituições financeiras, de aumento de 0,3%. O intervalo das projeções ficou entre queda de 0,7% e alta de 1,2%. A taxa de crescimento de junho foi a maior para o mês desde 2023 (0,8%). Para a série histórica completa, essa variação é a maior desde março deste ano (também de 0,8%). Na comparação com junho de 2025, o varejo restrito avançou 2,9%, resultado maior que o esperado. A expectativa mediana do VALOR DATA era crescimento de 2,4%, com intervalo entre aumento de 1% e 4,6%. O comércio restrito registra alta de 1,6% no resultado acumulado em 12 meses até junho. No primeiro semestre de 2026, o aumento acumulado é de 1,9%. A receita nominal do varejo restrito avançou 1% em junho, ante maio. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve alta de 7%. As oito atividades do varejo restrito tiveram comportamento dividido na passagem entre maio e junho, com quatro altas e quatro quedas. Na comparação com junho de 2025, foram sete das oito atividades com expansão. Na passagem entre maio e junho, ficaram no campo positivo os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%); hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%); móveis e eletrodomésticos (0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%). No campo negativo, por sua vez, ficaram livros, jornais, revistas e papelaria (-9,9%); tecidos, vestuário e calçados (-2,6%); combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%). Varejo ampliado O volume de vendas no varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo, caiu 1% em junho, ante maio. Os analistas de 21 bancos e consultorias esperavam queda de 1,2%, segundo a mediana do VALOR DATA. O intervalo das projeções ia de recuo de 1,8% a alta de 1%. Em maio, ante abril, o comércio ampliado tinha caído 0,3% (após divulgação inicial de recuo de 0,2%). O recuo de 1% é o menor resultado mensal desde dezembro de 2025, quando também foi de 1%. Em junho de 2025, a queda foi mais intensa que a deste ano, com 2,9%. Na comparação com junho de 2025, o volume de vendas do varejo ampliado subiu 4,9%. A expectativa mediana, pelo VALOR DATA, era de expansão de 4,4%. As projeções eram de crescimento entre 1% e 7,1%. Nos 12 meses até junho, o varejo ampliado cresceu 0,8%, enquanto o aumento no primeiro semestre de 2026 foi de 1,9%. Já a receita nominal do varejo ampliado recuou 0,6% em junho, ante maio. Em relação a junho de 2025, houve crescimento de 8,1%. No comércio varejista ampliado, tiveram queda as atividades veículos e motos, partes e peças (-1,5%) e material de construção (-3,5%). — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg