Cristiano Santos, gerente da pesquisa, lembrou que desde abril ocorrem no país fechamento de lojas nesse segmento, o que contribuiu para reduzir ritmo de vendas nesse campo Após subirem 1,4% em abril ante março, as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo caíram 1,5% em maio ante abril, na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta quinta-feira (16) o instituto informou alta de 0,1% em maio ante abril na média do varejo restrito nacional, que exclui vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo. Cristiano Santos, gerente da PMC e pesquisador do IBGE, lembrou que o peso da categoria é o maior, no cálculo da performance do varejo nacional, dentre as atividades mapeadas pelo instituto. Sozinho, o grupo de hipermercados, supermercados representa em torno de 54% do resultado total do varejo, disse. Assim, ponderou, qualquer recuo nessa categoria ajudaria, a “segurar” avanço no volume de vendas do varejo nacional - que foi o que ocorreu em maio, admitiu. Vários fatores contribuíram para o recuo na categoria, explicou o técnico. Ele lembrou que desde abril ocorrem no país fechamento de lojas nesse segmento, o que contribuiu para reduzir ritmo de vendas nesse campo. Outro aspecto a ser considerado, disse ainda, é a decisão de escolha do consumidor sobre o que comprar no mês. “Acredito que esse dado negativo de hipermercados pode ser reflexo de uma escolha do consumidor, em relação a outras prioridades nesse mês de maio. Principalmente em escolher comprar um televisor do que ter concentração de consumo em bens mais ofertados em hipermercados e supermercados”, afirmou. — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil