Só 17% dos entrevistados afirmam pagar por informação online, e grande parcela do mercado publicitário é captada por gigantes da internet, em detrimento de veículos tradicionais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Redes sociais e vídeos superam mídia tradicional como fonte de informação em 2026 — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 23:27 Redes sociais e vídeos superarão mídia tradicional até 2026, aponta estudo Um estudo do Instituto Reuters revela que, em 2026, as redes sociais e plataformas de vídeo ultrapassarão os meios tradicionais como principal fonte de informação globalmente. Apenas 17% dos entrevistados pagam por conteúdo online, enquanto gigantes da internet dominam o mercado publicitário. O relatório destaca o crescente uso de IA para se informar e a perda de confiança na mídia, com apenas 37% confiando nas informações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O público em escala mundial se informa mais por meio do Facebook, YouTube e TikTok do que pelos veículos de comunicação tradicionais, cujo modelo econômico está em risco, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira. O ano de 2026 "marca uma etapa importante. Pela primeira vez, as redes sociais e plataformas de vídeo superam as demais fontes de informação e se tornam a principal forma de se informar em nível mundial", destacou Jim Egan, autor principal do relatório do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, vinculado à Universidade de Oxford. Divulgado anualmente pelo instituto, o estudo sobre informação digital é considerado uma referência para a análise das transformações da mídia e teve como base pesquisas online realizadas no começo do ano pela empresa YouGov, que ouviram quase 100 mil pessoas, em 48 países. Segundo os entrevistados, na semana anterior à pesquisa 54% deles usaram as redes sociais e plataformas de vídeo para se informar, uma proporção que chega a 56% se incluídos agentes de inteligência artificial como o ChatGPT. Esses números caem a 52% para a TV, 51% para sites e aplicativos de jornais e 21% para o rádio. "Evolução gradual" Essa tendência não é nova, uma vez que as redes e plataformas já ocupavam o primeiro lugar em alguns países analisados individualmente em anos anteriores. Mas esta é a primeira vez que essa forma de consumir informação é majoritária na média do conjunto de mercados estudados, levando em conta que quase todos os países onde os sites e aplicativos da imprensa tradicional ainda lideram ficam na Europa. "Isso deve ser visto como uma evolução gradual, mais do que como uma mudança brusca", ressaltou Egan. Veja filhos de famosos que fazem enorme sucesso nas redes sociais 1 de 10 Viih Tube e Eliezer estão esperando seu segundo filho, Ravi. O perfil do bebê, que ainda nem nasceu, já conta com mais de 157 mil seguidores — Foto: Reprodução / Instagram 2 de 10 Com apenas 1 aninho de idade, Lua, primogênita de Viih Tube e Eliezer, já tem mais de 2,8 milhões de seguidores no Instagram — Foto: Reprodução / Instagram X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Arthur Aguiar e o filho, Gabriel Santucci Aguiar. Com três meses de vida, o bebê já tem um perfil com 103 mil seguidores — Foto: Reprodução / Instagram 4 de 10 Filha de Arthur Aguiar e Maíra Cardi, Sophia Cardi Aguiar já tem mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram — Foto: Reprodução / Instagram X de 10 Publicidade 5 de 10 Aos 15 anos, Rafaella Pinheiro Justus, filha de Ticiane Pinheiro e Roberto Justus, tem 2 milhões de seguidores no Instagram — Foto: Reprodução / Instagram 6 de 10 As irmãs Maria Flor e Maria Alice, filhas de Virgínia Fonseca e Zé Felipe, têm um perfil conjunto com mais de 7,4 milhões de seguidores — Foto: Reprodução / Instagram X de 10 Publicidade 7 de 10 Virgínia Fonseca e Zé Felipe com as filhas Maria Alice e Maria Flor — Foto: Reprodução / Instagram 8 de 10 Yaweh, filho da ex-'BBB' Rízia Cerqueira, tem 138 mil seguidores no Instagram — Foto: Reprodução / Instagram X de 10 Publicidade 9 de 10 Malu Amorim, filha da ex-'BBB' Vivian Amorim, tem 126 mil seguidores no Instagram — Foto: Reprodução / Instagram 10 de 10 Valentina Muniz, filha de Mirella Santos e do humorista Ceará, tem 2,3 milhões de seguidores nas redes sociais — Foto: Reprodução / Instagram X de 10 Publicidade Filho de Viih Tube e Eliezer, Ravi ainda nem nasceu e já tem mais de 157 mil seguidores no Instagram Em escala mundial, as redes sociais e plataformas de vídeo são a principal fonte de informação de três em cada dez entrevistados, e de mais de um em cada dois no grupo de 18 a 24 anos. O uso varia de acordo com a rede. A maioria dos entrevistados acessa o X e o YouTube especificamente para se informar, mas, no Facebook, Instagram e TikTok, as notícias são consumidas quando os usuários estão conectados por outros motivos. As únicas faixas etárias para as quais a televisão continua sendo a principal fonte de informação são de 45 a 54 anos e acima de 55 anos. Já os sites e aplicativos da mídia tradicional não são citados como principal via de informação por nenhum grupo de idade. Apenas 17% dos entrevistados afirmam pagar por informação online, e uma grande parcela do mercado publicitário é captada pelos gigantes da internet, em detrimento dos veículos tradicionais. Perda de confiança O relatório, de 180 páginas, inclui questões que se desenvolvem há anos, como o auge dos formatos de vídeo, a influência crescente dos criadores de conteúdo dedicados à informação e a perda de confiança na mídia. Esse indicador atingiu o nível mais baixo de todos os tempos, com apenas 37% dos entrevistados confiando "na maioria das informações na maior parte do tempo". Os agentes de IA, por sua vez, são cada vez mais usados para se informar, um tema central da análise do ano passado. Eles são acessados semanalmente por cerca de 10% dos entrevistados com esse objetivo, contra 7% em 2025. "A forma de responder ao desenvolvimento rápido da IA generativa é o maior desafio que os diretores dos veículos de comunicação e os formuladores de políticas enfrentam", apontou Egan.