Segundo o especialista Diogo Kobata, o avanço do social commerce reflete uma mudança no comportamento de consumo, aproximando entretenimento, influência e compra dentro das plataformas digitais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Por que vídeos nas redes sociais estão mudando a forma como as pessoas compram — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 15:59 Social Commerce Revoluciona Compras no Brasil com Influenciadores e Vídeos O social commerce está transformando o consumo no Brasil, unindo entretenimento e compras nas redes sociais. Segundo Diogo Kobata, vídeos e influenciadores agora são essenciais na jornada de compra, mudando a lógica do varejo online. O fenômeno, impulsionado por plataformas como TikTok Shop, destaca a importância de creators como canais de venda e estratégicos para o crescimento das marcas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Vídeos curtos, transmissões ao vivo e recomendações de influenciadores têm alterado a forma como consumidores descobrem produtos e realizam compras online. O tema ganhou força nos últimos meses entre criadores de conteúdo, celebridades e marcas, acompanhando a expansão do chamado "social commerce", modelo que integra entretenimento e vendas dentro das redes sociais. Dados recentes divulgados pela TikTok Shop e repercutidos pela Exame ajudam a dimensionar o fenômeno. Em seu primeiro ano de operação no Brasil, o recurso registrou crescimento no volume de vendas e ampliou o número de pessoas que passaram a comercializar produtos diretamente pela plataforma. Os resultados refletem uma mudança mais ampla no comércio eletrônico, em que conteúdo e consumo passam a coexistir no mesmo ambiente. Nesse contexto, vídeos, lives e recomendações feitas por influenciadores ganham espaço na jornada de consumo. Em vez de iniciar a busca por um produto em sites especializados ou marketplaces, muitos usuários entram em contato com novas marcas enquanto navegam pelas redes sociais. Para o empresário Diogo Kobata, fundador de um dos maiores ecossistemas de vendas voltados à creator economy no Brasil, essa transformação altera parte da lógica tradicional do varejo online. Segundo ele, os criadores deixam de atuar apenas como divulgadores e passam a desempenhar funções ligadas à comercialização de mercadorias. "O que está acontecendo não é apenas uma nova frente de venda dentro de uma rede social. É uma mudança na infraestrutura de distribuição das empresas. O creator deixou de ser só mídia e passou a ser canal, força comercial e ativo estratégico de crescimento", afirma. A dinâmica também reduz a distância entre descoberta e aquisição. No e-commerce tradicional, o consumidor costuma acessar uma plataforma já com uma intenção de busca definida. No social commerce, o interesse pode surgir durante a navegação, em um processo que mistura entretenimento, recomendação e compra. Esse comportamento ajuda a explicar o crescimento das transmissões ao vivo voltadas para vendas. Segundo os dados divulgados, tanto o número de lives comerciais quanto o volume de negócios gerado por elas avançaram ao longo do último ano. Nesse formato, a transação pode ser realizada sem que o usuário precise deixar o aplicativo. Kobata avalia que esse cenário exige novas estratégias das marcas. Na visão dele, ações pontuais com influenciadores tendem a perder espaço para estruturas mais contínuas, capazes de conectar produtores de conteúdo, produtos e comunidades. "A empresa que olha para o creator apenas como divulgação perde a parte mais importante do jogo. O creator bem treinado entende o produto, conversa com a comunidade, testa narrativas e gera dados de consumo em tempo real", diz. Diogo Kobata falou sobre a influência dos vídeos nas redes sociais no comportamento de compra — Foto: Divulgação Com isso, o varejo digital passa a disputar não apenas preço e investimento em mídia, mas também atenção, visibilidade e engajamento nas plataformas sociais. Categorias como beleza, moda, casa e tecnologia estão entre as mais presentes nesse formato, que permite demonstrações, avaliações e compartilhamento de experiências em vídeo. No Brasil, a expansão desse modelo ocorre em um contexto marcado pela forte presença das redes sociais no cotidiano, pela cultura de recomendação e pela rápida adoção de novas ferramentas tecnológicas. Diante desse cenário, o social commerce passa a integrar de forma mais ampla as estratégias de venda e os hábitos de consumo online. "O próximo ciclo do varejo não será vencido apenas por quem tem o maior orçamento de mídia. Será vencido por quem souber criar distribuição própria, ativar comunidades e transformar creators em parte real da estratégia de crescimento", conclui.