Após cem dias de guerra, 7.500 mortos e cerca de US$ 100 bilhões gastos, o presidente Donald Trump acabou assinando um acordo com o Irã que pode ser pior do que o firmado por Barack Obama em 2015 e execrado pelo republicano.
Trump anunciou a saída dos EUA do JCPOA, como ficou conhecido o acordo, em 2018, afirmando que ele liberava bilhões para o Irã em troca de poucos comprometimentos para acabar com o programa nuclear e que não abordava problemas como os mísseis iranianos e seu patrocínio a milícias como o Hezbollah e os houthis.
O JCPOA previa alívio de sanções ao Irã em troca de limites ao enriquecimento de urânio no país, com uma estrutura rígida de inspeções. O tratado foi assinado por EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.
Com o tratado na lata do lixo após a saída de Washington, foram retomadas as sanções contra o Irã e suspensas as inspeções do JCPOA. Resultado: Teerã acelerou seu programa nuclear e chegou aos atuais 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, próximo do nível necessário para armamentos e muito superior ao que tinha anteriormente.
Quando Trump iniciou a guerra, ao lado de Israel, em 28 de fevereiro, ele exigia desmonte total do programa nuclear iraniano, transferência ou destruição de todo o estoque de urânio altamente enriquecido.















