Uma víbora peçonhenta não sai dos meus pensamentos, nem quando tento dormir.

Na semana passada, tive dois sonhos que me deixaram angustiada, com uma sensação de vulnerabilidade e insegurança difícil de compreender.

No primeiro, roubaram todo o dinheiro que economizei ao longo da vida. Para sobreviver, precisei recomeçar, aceitando um trabalho mal pago em um lugar em que me maltratavam, como se tudo o que eu tinha construído tivesse sido destruído de uma hora para outra. Quem me roubou o dinheiro e a paz de espírito? A víbora peçonhenta!

No segundo, eu estava sozinha em um almoço promovido pelo meu chefe. Alguém sentou ao meu lado, mas me ignorou completamente, como se eu fosse invisível. Percebi que nunca pertenci àquele lugar. Quem era esse alguém? A víbora peçonhenta!

Quando acordei, fiquei ruminando todas as vezes que a víbora peçonhenta desqualificou meu trabalho em eventos científicos. Nem sempre de forma direta, mas com interrupções, ironias, comentários que tentavam diminuir o que eu estudo, pesquiso e escrevo.