O julgamento da ação penal aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na qual ele é acusado de atuar nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro, começa nesta terça-feira (16), com a tendência de que a Primeira Turma condene o parlamentar.
Por não ter constituído advogado próprio, Eduardo será defendido pela DPU (Defensoria Pública da União). O órgão vai pedir o adiamento da sessão até que o colegiado volte a estar completo —a Primeira Turma está com um integrante a menos desde a saída do ministro Luiz Fux. A expectativa, entretanto, é de que o requerimento seja negado.
O resultado pela condenação pode gerar um novo desafio para a gestão do presidente do Supremo, Edson Fachin, diante da abertura de um novo ponto de atrito do Brasil com os Estados Unidos. Fachin tem se queixado de "pressões externas" de outros países a constranger a corte no exercício do seu papel.
O julgamento ocorre menos de uma semana depois de a Justiça da Itália ter afirmado que o STF não atuou de forma imparcial no caso da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), alegando que o ministro Alexandre de Moraes exerceu um "duplo papel", de julgador e de vítima. Fachin saiu em defesa do colega, que também é relator da ação penal contra Eduardo.













