No passado, as exportações serviram de respiro para as fabricantes de veículos pesados, compensando os volumes de vendas perdidos no mercado interno em tempos de crise. No presente, já não é assim.
Os caminhões produzidos no Brasil perderam espaço até no chamado Sul Global. Agora, dividem a atenção com veículos produzidos principalmente na China.
"O caminhão brasileiro hoje disputa mercado com mais marcas do que antes no exterior", disse Roberto Cortes, CEO da VWCO (Volkswagen Caminhões e Ônibus). "São países com mercados que não cresceram tanto, pelo contrário. O que acontece é que, hoje, mais marcas disputam fatias cada vez menores na região."
Caminhões produzidos na China passaram nos últimos anos a ocupar mais espaço nessa porção do planeta com uma estratégia que deu certo no segmento de leves. O planejamento envolve preços menores por produtos recheados de equipamentos, o que exerce pressão sobre fabricantes ocidentais.
Esse leque maior de opções tem agradado aos frotistas, com reflexos nos números de exportações das fabricantes instaladas no Brasil.









