O mercado de caminhões encerrou o primeiro semestre como começou: em queda. Nos seis meses do ano foram emplacadas 48.030 unidades no Brasil, 9,4% a menos do que no mesmo período de 2025. Os dados são do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), divulgados pela Fenabrave (associação dos distribuidores nacionais) na primeira semana de julho.

Não bastasse o volume negativo no período, o panorama para o ano também é de vendas menores na comparação com as realizadas no ano passado. A indústria deixou de lado o tom otimista que compartilhava com os concessionários no começo do ano, quando o programa federal de incentivos fiscais Move Brasil foi apresentado.

Se as projeções feitas pela Fenabrave em janeiro indicavam um mercado de caminhões zero-quilômetro 3,5% maior do que em 2025, a revisão feita agora indica queda de 7,8% na comercialização. O novo cálculo é baseado no cenário de crédito restrito e no avanço estimado do PIB (Produto Interno Bruto).

"O Move Brasil com certeza ajuda, mas não resolve", disse o presidente da Fenabrave, Arcelio Jr., na quinta-feira (2). Para a entidade, o programa federal, de certa forma, ajuda a diminuir as perdas em um cenário onde o transportador ainda enfrenta entraves para renovar a frota. Além do crédito, os preços do diesel, do frete e das commodities influenciam na decisão de compra de um veículo zero-quilômetro.