Saldo negativo de R$ 5,3 bi no 1º semestre ganha impulso com modelos eletrificados Andrea Weiss Balassiano: “Cronograma tarifário anunciado com antecedência permitiu que empresas chinesas planejassem investimentos e estratégia de entrada” — Foto: Leo Pinheiro/Valor Sob impacto do desembarque mais acelerado dos eletrificados chineses, a balança comercial de automóveis fechou o primeiro semestre com déficit de US$ 5,32 bilhões, o mais profundo para o período em toda série histórica desde 1997. O saldo negativo foi influenciado principalmente pelas importações, que somaram US$ 7,79 bilhões, também o mais alto para o período e um valor superior ao que foi desembarcado em carros em todo ano passado, quando a compra externa de veículos somou US$ 7,39 bilhões. O movimento reflete a agenda tarifária e medidas protecionistas globais, mas também uma mudança na produção e no mercado brasileiro de veículos, apontam especialistas.
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