A indústria de caminhões pesados busca dias melhores no mercado doméstico, no qual amarga perdas consideráveis de volume. Os juros altos encareceram o financiamento de novos modelos, retardando processos de renovação de frota.
Em 2026, no entanto, há um alento: programas federais de auxílio ao setor, como o Move Brasil, e a Fenatran, maior feira de veículos comerciais da região, prometem melhorar os números do setor.
No ano passado, de acordo com dados da Anfavea (associação nacional das montadoras), os emplacamentos de caminhões de todos os tamanhos chegaram a 113,5 mil unidades, um volume 9% menor em relação a 2024.
Em um recorte sobre o segmento de modelos pesados (com peso bruto total maior ou igual a 15 toneladas), a queda ficou em 20,5% na mesma base de comparação, somando 49,9 mil unidades licenciadas. Historicamente, esse é o nicho que proporciona as maiores vendas —e a maior rentabilidade—para as montadoras.
Uma série de fatores mexeu com o desempenho das empresas. A atualização da norma de emissões de motores Euro 5 para a Euro 6 no Brasil, em janeiro de 2023, iniciou um processo de estiagem nas vendas.










