0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A ex-deputada federal Carla Zambelli presta depoimento na CCJ da Câmara — Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados/24-09-2025 A nota do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em resposta à justiça italiana sobre Carla Zambelli, contou com várias mãos e muita conversa para chegar ao formato final. O primeiro texto de Fachin tinha um tom mais ameno, o que não agradou uma ala da corte, que defendia um posicionamento firme. Essa corrente entrou em campo para que o ato contra a anulação da extradição da ex-deputada fosse contundente. O material já estava sendo elaborado pelo presidente do STF quando outros ministros o procuraram para falar do tema. Depois de conversas com colegas, Fachin elevou o tom. No texto final, falou em “preocupação” com a decisão italiana, destacou a importância da “cooperação jurídica entre os dois países” e ressaltou a “deferência” da corte ao analisar pedidos de extradição. Também fez questão de afirmar que o STF agiu com “independência” e “imparcialidade”. O ministro Alexandre de Moraes foi um dos que defenderam a postura contundente. Já interlocutores de Fachin afirmam que o que houve foi uma articulação da presidência do tribunal para construir o texto. O comunicado foi uma resposta direta à Suprema Corte da Itália, que levantou dúvidas sobre a imparcialidade do processo contra Zambelli, do qual Moraes foi relator. No comunicado, Fachin lembrou que os crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica foram aceitos por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo, assim como foi reconhecida a procedência da ação penal.