PUBLICIDADE Bruna Magalhães oficializou governos Tarcísio de Freitas e Lula sobre abandono e insegurança na Ponto do Esqueleto, onde morreu jovem que saltava de rope jumping 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vereadora acampou em ponte onde jovem morreu para chamar atenção para falta de segurança — Foto: Reprodução Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 15:57 Vereadora denuncia abandono da Ponte do Esqueleto após tragédia A vereadora Bruna Magalhães, de Limeira, denuncia há um ano o abandono da Ponte do Esqueleto, palco da morte de uma jovem em rope jumping. A estrutura, sem fiscalização, é usada para esportes radicais e acumula acidentes. Bruna já acampou no local em protesto, alertando governos. A prefeitura estuda medidas judiciais para restringir o acesso, mas recursos são limitados para manutenção da ponte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Há pelo menos um ano, a vereadora Bruna Magalhães (PRTB), da Câmara de Vereadores de Limeira, vem denunciando às autoridades o abandono, a insegurança e a falta de fiscalização da Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A estrutura, sob responsabilidade do governo federal, foi palco da morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jumping no sábado (13). A Ponte do Esqueleto, que pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), está sob a guarda da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Bruna fez uma espécie de dossiê para mapear os incidentes na Ponte do Esqueleto. Segundo a vereadora, pelo menos 20 casos de acidentes e tentativas de suicídio ocorreram na estrutura. Num deles, um ciclista parou para tirar uma self e caiu. Em outro, duas moças saltaram e quebraram as pernas durante a prática de rope jumping. — O que menos tem aqui é limeirense pulando desta ponte. Vem gente do Rio de Janeiro, do Brasil inteiro — relata Bruna. A ponte é um ponto conhecido no universo dos esportes radicais, procurada pelo fácil acesso e pela altura de 40 metros, adequada aos saltos. A ponte liga duas áreas privadas, não tem passagem de veículos e acabou sendo usada por pessoas para atividades de risco. Uma das empresas que vendem a prática de rope jumping descreve os atrativos do local: “a lendária Ponte do Esqueleto oferece o acesso mais fácil e direto para quem quer injetar adrenalina na veia sem enrolação. Com 30 metros de altura, este cenário histórico e imponente é o palco perfeito para o seu desafio: uma queda livre na medida certa para fazer o coração disparar e o medo desaparecer”. Ofício a governantes Bruna afirma que, inicialmente, recorreu à gestão Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, para tentar entender de quem era a responsabilidade sobre a ponte. Em 8 de agosto do ano passado, ela enviou um ofício ao governo estadual. No documento endereçado ao governador, a vereadora solicitou apoio institucional e intermediação junto à União, destacando as “condições precárias de segurança” e a ausência de sinalização e guarda-corpos no local. Poucas semanas depois, em 27 de agosto, a vereadora levou a demanda diretamente ao governo federal, e protocolou um pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No ofício especial, ela requereu a designação de uma equipe técnica federal para avaliação estrutural e a proposição de medidas emergenciais de segurança, além da criação de uma força-tarefa entre União, Estado e Município. A resposta do Palácio do Planalto veio em 1º de setembro de 2025, informando que o caso seria encaminhado ao Ministério da Gestão e à Secretaria de Relações Institucionais para análise. Bruna chegou a acampar na Ponte do Esqueleto em agosto do ano passado para chamar atenção para o problema. Em um vídeo que gravou para suas redes sociais, ela aparece na frente de uma barraca de camping protestando contra o descaso dos governantes. — Dormi uma noite toda lá, em protesto, para que o governo enxergasse que eu precisava falar com eles, que eu precisava ser atendida. Fui taxada como maluca, mas foi a maneira que consegui as respostas. Todo acidente que acontecia aqui, eu oficializava e dizia: ‘olha, mais um acidente, até quando’? — contou Bruna. A vereadora afirma que, no último mês, o governo federal a contatou informalmente para sondar o interesse da prefeitura em receber a posse da ponte. Bruna criticou a proposta, argumentando que o município não dispõe de recursos para concluir a obra ou garantir a manutenção necessária. — Demoram um ano para me responder, e a gente [município] não tem condição de terminar a obra, nem de excluir ela. O que nós vamos fazer com isso aí? Só quero que as pessoas parem de morrer — desabafou. A Prefeitura de Limeira informou que a “Administração Municipal estuda a adoção de medidas judiciais com objetivo de restringir o acesso ao local”. Segundo o município, o Governo Federal não entrou em contato com a prefeitura até o momento. Ainda de acordo com a prefeitura, a ponte conta com placas sobre os riscos oferecidos, além de uma barra de ferro evita o acesso de veículos. “A ponte foi construída em uma área particular, sendo que o acesso a ela é feito de maneira irregular”. A reportagem procurou o Ministério da Gestão, mas ainda não recebeu retorno.
Morte em rope jumping: vereadora de Limeira acampou em ponte para alertar governos sobre insegurança
Bruna Magalhães oficializou governos Tarcísio de Freitas e Lula sobre abandono e insegurança na Ponto do Esqueleto, onde morreu jovem que saltava de rope jumping













