O governo federal estuda demolir a ponte do Esqueleto, onde uma jovem de 21 anos morreu no sábado (13) após ser lançada sem equipamento de segurança por instrutores de "rope jump" (salto com corda) na divisa de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A proposta foi defendida pelos prefeitos de ambos os municípios em reuniões nesta segunda-feira (15) com a AGU (Advocacia-Geral da União) e a SPU (Secretaria do Patrimônio da União).

Vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a secretaria respondeu em nota que está discutindo uma solução definitiva, o que poderá ser "eventual remoção". Também anunciou que instalará barreiras físicas de acesso e placas de aviso de propriedade da União e entrada proibida.

Além disso, a pasta defendeu que "o diálogo e parceria entre entes federados é o caminho para gestão de espaços de uso comum". No sábado, a Prefeitura de Limeira chegou a dizer que processaria o governo federal por "omissão".

Embora frequentes nos fins de semana, práticas esportivas não são autorizadas no local. A estrutura foi herdada pela União após a extinção de estatais ferroviárias, há pelo menos 20 anos. O governo diz que a transferência para a SPU foi oficializada em maio.