0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede do Banco Central — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 15:13 Copom Reduz Juros em 0,25p.p. mas Mantém Cautela Econômica O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, mantendo a taxa alta devido à piora do cenário econômico, com inflação em alta e projeção de IPCA a 5,30% para o fim do ano. Embora haja uma perspectiva de paz entre EUA e Irã, que poderia estabilizar o preço do petróleo, a economia global ainda enfrenta desafios, como pressões inflacionárias e ambiente fiscal adverso. O Banco Central adotará cautela, sem antecipar próximos passos na política monetária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar os juros em 0,25 ponto percentual. Será o terceiro corte consecutivo, mas a taxa continuará em um patamar elevado. Na verdade, a conjuntura piorou significativamente, e a Selic só está caindo porque estava alta demais, em 14,50%. O quadro econômico não é de relaxamento monetário, mas de dificuldades. A inflação está em alta. A projeção do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira, é de IPCA a 5,30% no fim deste ano. A estimativa para a taxa de juros foi elevada pela segunda semana consecutivo, chegando a 13,75%. Ou seja, todas as variáveis pioraram. O que o Banco Central certamente levará em consideração é que parte desse cenário decorre de um choque temporário. Começamos a semana com uma nova perspectiva de encerramento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Trata-se de um acordo ainda frágil, que não representa um ponto final, mas abre mais 60 dias de negociações para quem sabe, se chegar a um documento capaz de consolidar a paz entre os países. De qualquer forma, abre-se uma possibilidade de fim da guerra no Oriente Médio. Se isso ocorrer, o restabelecimento do suprimento de petróleo — perspectiva que já provocou queda no preço do barril nesta segunda-feira — poderá apontar para um final de ano mais tranquilo, o que faria de 2026 uma história marcada por sucessivas idas e vindas. No entanto, a assinatura de um acordo não elimina todos os problemas. A normalização da economia global leva tempo. Neste momento, há pressão inflacionária decorrente da guerra e também de um ambiente fiscal adverso, marcado pelo aumento dos gastos públicos por iniciativa do governo e do Congresso, o que contribui para um cenário desafiador. O Banco Central deve reduzir os juros nesta semana, deixando em aberto os próximos passos da política monetária, ou seja, sem oferecer forward guidance, diante de um ambiente interno e externo ainda marcado por elevada incerteza.