Inocência Mata continua a ser a única professora negra na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi muitas vezes vítima de racismo “interpessoal” – havia colegas que lhe corrigiam o português – mas isso actualmente já não acontece.Inocência critica o que chama de “racismo sistémico” que faz com que as literaturas africanas e os estudos pós-coloniais sejam menorizados na faculdade.Nesta conversa no podcast O que fazer quando tudo arde, Inocência Mata diz que o racismo em Portugal é mais profundo do que no Brasil: “No Brasil nenhum negro é mandado para a sua terra”.Ouça os episódios anteriores do podcast:João Marecos: “Os homens ainda hoje reprimem os sentimentos de uma forma penosa”Bárbara Bulhosa: “É possível que o livro volte a ser um produto das elites”Carmen Garcia: “Entre um velho e um cão, a esmagadora maioria escolhe o cão”Ana Bárbara Pedrosa: “A autodeterminação de género engaveta as pessoas”Miguel Poiares Maduro: o autoritarismo “pode, claramente, acontecer em Portugal”Leonor Caldeira: “Numa sociedade patriarcal, a capacidade de seduzir os homens é o que dita o nosso valor”Ricardo Araújo Pereira: “A minha avó estabeleceu parâmetros que fazem com que eu tenha uma auto-estima bastante baixa”Jorge Moreira da Silva: “Vamos ser todos julgados sobre o que fizemos ou não fizemos em Gaza”O que fazer quando tudo arde está disponível na Apple Podcasts, Spotify, YouTube e restantes aplicações para podcasts.
Inocência Mata: “O racista não é uma pessoa má. O racismo é uma ideologia”
“Há uma ideia de que quem é racista é uma pessoa má. Não é mais má do que as outras”, mas essa ideia impede que se discuta o racismo, diz a professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Inocência Mata, única professora negra na Universidade de Lisboa, critica o racismo sistémico que marginaliza estudos africanos. Racismo é ideologia estrutural, não pessoal: perpetua exclusão em organizações, crítico para governance e diversidade.










