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Paulista de origem e carioca de coração, Ana Beatriz Rodriguez, conhecida como Bia Rodriguez, vive há quatro anos na cidade do Porto, onde transformou a paixão pelo Rio de Janeiro, pela moda, pela arte e pelo design em um negócio próprio. Criadora da marca Love & Its Colors, ela desenvolve coleções autorais a partir de temas que pesquisa e interpreta de forma intuitiva, com estampas desenhadas à mão e produzidas em tecidos naturais. A mais recente coleção foi inspirada pelo nascimento de seu primeiro filho, Caetano, e tem o sol como elemento central. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.Formada em desenho industrial, com habilitação em design gráfico, em São Paulo, Bia sempre teve uma forte ligação com o universo visual, especialmente com a moda, a arte e a estamparia. O interesse foi cultivado desde a infância. “Eu sempre gostei muito de estampas, que sempre foram muito conectadas com a arte. E meus pais sempre colocaram minha irmã e eu em contato com a arte, daí que, desde sempre, tive essa ligação com a arte”, conta a empreendedora.Amor pelo Rio de JaneiroA relação com o Rio de Janeiro começou ainda durante a faculdade. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da designer foi um guia sobre a cidade, tema que refletia uma admiração que se tornaria ainda mais intensa anos depois. Quando os pais decidiram se mudar para a capital fluminense, um ano antes de sua formatura, Bia passou a planejar o mesmo caminho.No dia seguinte à colação de grau, ela se juntou à família no Rio. Recém-formada, sem rede de contatos na cidade e em busca da primeira oportunidade profissional, começou a enviar currículos para diversas empresas. A resposta veio de uma das marcas mais conhecidas do setor de moda brasileiro.“A Farm foi a minha escola. Trabalhei lá durante dez anos nesse mundo da cor, da estamparia. Depois, quis testar umas coisas novas e fui para outra empresa, mas na equipe de marketing. Fiquei seis meses e chegou um dia que pensei: não é isso o que quero. Preciso das cores, da estampa, do tecido. Fui então para a La Stampa”, destaca Bia.