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"A gente não vende só pão. A gente vende memória afetiva." É assim que a nutricionista e, agora empresária, Beatriz Matrowitz, resume o seu negócio em Charneca da Caparica, que tem um dos maiores símbolos da gastronomia brasileira como protagonista: o pão francês.Como outras tantas receitas, não há registros precisos sobre a origem do produto, que estaria no final do século 19, onde a França estava na moda entre a elite brasileira. "O que se conta é que o pão de casca crocante e miolo macio é derivado da baguete. A versão mais difundida é de que os padeiros portugueses que emigraram para o Brasil foram responsáveis pela adaptação da receita original francesa aos ingredientes locais", diz Beatriz. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.A verdade é que, hoje, o pão francês tem presença garantida na mesa de café da manhã (ou, pequeno-almoço) da maioria das famílias brasileiras. Por isso, é comum que os imigrantes sintam falta da iguaria. "Foi desta saudade que surgiu a ideia de produzir nosso pão francês em Portugal", diz Beatriz, que chegou ao país há 10 anos e, há dois, começou a empreender no setor gastronômico. Foi quando ela, literalmente, colocou a mão na massa.