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A empreendedora capixaba Cris Loss investiu 3 milhões de euros em uma indústria de açaí na Itália e a expectativa é alcançar faturamento de 1,2 milhão de euros, no continente, apenas em 2026 com a expansão da marca. Ela aposta em um sorbet cremoso de açaí em embalagem prática de 85 gramas, sem adição de açúcar e desenvolvido para atender consumidores que buscam conveniência, saudabilidade e alto valor nutricional. Em Portugal, a perspectiva de faturamento é de 500 mil euros este ano.A estratégia tem como meta ampliar a presença do produto em todo o território português e transformar o açaí em um ítem de consumo regular, especialmente durante o verão europeu. Ao lado do marido, Wanderson Lamoia, Cris conduz o projeto com o apoio da mineira Eloá Oliveira, responsável pela operação comercial da marca em Portugal, por meio da Ene Inteligência Empresarial, consultoria especializada em internacionalização de negócios e expansão de empresas brasileiras na Europa. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.Natural de Colatina, no Espírito Santo, Cris Loss vive há cinco anos na cidade italiana de Trento. Formada em direito, ela se casou em 2004 com Lamoia. Juntos, estruturaram o que hoje é o Grupo Lamoia, expert no segmento de gelados comestíveis e que reúne as marcas Luigi, Paletitas, Natuzon, Natuca e iCream, com operação industrial sediada em Piúma, no litoral capixaba.Nos últimos anos, o casal de empreendedores intensificou o processo de internacionalização dos negócios. O movimento ganhou força com a criação da marca global Açaí Natuzon, fundada em 2023 e instalada em Rovereto, na região de Trento, no Norte da Itália. A unidade industrial tem capacidade de produção de até 500 toneladas de açaí por mês e foi concebida para atender à crescente demanda europeia por alimentos funcionais e saudáveis, conforme o projeto.Consumidor modernoFoi dessa estrutura industrial que nasceu o Açaí Tube Natuzon. Ao contrário do formato tradicional consumido em tigelas, o produto foi desenvolvido para oferecer praticidade ao consumidor moderno. A embalagem individual permite consumo rápido em academias, parques, centros esportivos e durante atividades ao ar livre, sem abrir mão das características nutricionais que tornaram o açaí um produto conhecido em todo o planeta.Segundo Cris Loss, o diferencial está justamente na combinação entre qualidade da matéria-prima e a preservação dos benefícios naturais da fruta. “Ele é produzido com matéria-prima 100% orgânica e com alta concentração de polpa, mantendo propriedades nutricionais. É rico em fibras, antioxidantes, ácidos graxos essenciais (ômega 3, 6 e 9), vitaminas e minerais, além de contribuir para energia e fortalecimento do sistema imunológico”, reforça Cris.A empresária destaca que o projeto foi estruturado para atender consumidores cada vez mais atentos à alimentação saudável e ao bem-estar. Para ela, a proposta vai além da comercialização de um alimento. “Nosso açaí é um grande benefício para além da qualidade, une as pessoas de todas as nacionalidades que buscam bem-estar e se preocupam com a qualidade de vida através de alimentação e estilo de vida”, diz.Viabilidade econômicaA operação industrial da Natuzon envolve atualmente dez profissionais diretamente ligados à produção, além de uma rede de parceiros nas áreas de distribuição, representação comercial e vendas em diferentes países europeus. A expansão para Portugal tem sido conduzida em parceria com a Ene Inteligência Empresarial. A consultoria atua desde estudos de viabilidade econômica e enquadramento legal até construção de relacionamentos comerciais estratégicos, posicionando Portugal como porta de entrada do açaí para o mercado europeu.













