Designer paraibana radicada em São Paulo fará desfile em endereço icônico da capital 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Penha em seu ateliê, em São Paulo — Foto: Elisa Spadoni RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 14:43 Penha Maia Lança Nova Coleção Inspirada no Brutalismo em SP A designer paraibana Penha Maia, radicada em São Paulo, prepara coleção inspirada no brutalismo, a ser apresentada em julho em um local icônico da capital paulista. Conhecida por suas criações volumosas e estruturadas, Penha une moda, escultura e surrealismo, vestindo nomes como Pabllo Vittar e Isabél Zuaa. Com uma trajetória que vai da infância com a madrasta costureira até o sucesso global, ela destaca a liberdade criativa como chave de seu trabalho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os volumes e as formas estruturadas das roupas de Penha Maia exigem alicerces sólidos. “É uma arquitetura no tecido. Tem que ficar de pé, como um prédio”, compara a designer paraibana, de 59 anos, radicada em São Paulo. Neste canteiro de obras entram em cena fibras, barbatanas, arames e referências de uma vida inteira. Vão da infância, quando auxiliava a madrasta, uma costureira de mão cheia, no interior do estado natal, à faculdade de moda na capital paulista, passando pela paixão por ícones brasileiros, como Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. “A chave é a liberdade. Faço o que quero, sem medo”, diz ela, que amarra tudo com doses de surrealismo. Mário de Andrade e Tarsila do Amaral são inspirações — Foto: Zé Takahashi A combinação fez da designer nome cobiçado na cena. Suas peças já vestiram cantoras como Duda Beat e Pabllo Vittar, cruzaram tapetes vermelhos internacionais com a atriz portuguesa Isabél Zuaa e foram exibidas no Japão. A próxima coleção, que será lançada em julho, mergulha no brutalismo, com referências a Lina Bo Bardi e Oscar Niemeyer, e será mostrada num cenário à altura do tema. “É um segredo que ainda preciso guardar, mas o desfile será num endereço icônico de São Paulo.” Figurino da peça “O funcionário que pede para não ser identificado” leva a assinatura da esilista — Foto: Bruna Sussekind Coisa de quem tem trânsito livre. Embora venha ganhando notoriedade com sua moda inusitada, a primeira empreitada de Penha foi a marca de noivas Pó de Arroz, criada em 2008 e ainda em atividade. Mas, desde que lançou a etiqueta homônima, em 2020, tem alcançado espaços diversos. É dela, em parceria com Maika Mano, o figurino da peça “O funcionário que pede para não ser identificado”, dirigida e escrita por Michel Melamed. “As criações da Penha existem nesta fronteira rara entre moda, escultura e cena”, diz o autor. “Respiram com os corpos e contracenam com o mundo. Quem veste vira obra.”