Líderes e autoridades internacionais reagiram no domingo (14) ao anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito, com apelos por estabilidade na região, garantia da navegação no Estreito de Ormuz e avanços na contenção do programa nuclear iraniano. Segundo o anúncio, o acordo prevê o fim das hostilidades, a suspensão do bloqueio americano ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo. A medida pode pressionar os preços da energia com a retomada dos embarques pela via marítima. A seguir, reações internacionais ao anúncio: Um porta-voz do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que ele “acolhe com satisfação” o acordo de paz, que prevê cessar-fogo imediato e permanente, reabertura do estreito e um marco para negociações futuras. Segundo ele, trata-se de um “passo crucial” para a resolução pacífica do conflito. Os países do E4 — Reino Unido, França, Alemanha e Itália — divulgaram declaração conjunta afirmando que o Irã “jamais deve adquirir uma arma nuclear” e que estão prontos para cooperar com Estados Unidos, Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para esse objetivo. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, saudou o acordo e afirmou que a Austrália defende há muito tempo a desescalada e o fim do conflito. Segundo ele, a contenção e o diálogo serão essenciais para evitar nova escalada e garantir um acordo duradouro. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz deve ser restaurada “imediatamente” e reiterou que o Irã não pode obter armas nucleares. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que o Japão “acolhe com satisfação” o acordo entre Estados Unidos e Irã e espera sua implementação consistente, incluindo a reabertura efetiva do Estreito de Ormuz para embarcações internacionais. Em publicação no LinkedIn, Takaichi disse ainda esperar que a navegação livre e segura no estreito seja garantida na prática e que um acordo final sobre a questão nuclear iraniana seja alcançado o mais rapidamente possível. O chanceler da Nova Zelândia, Winston Peters, classificou o acordo como um “passo crucial e construtivo” para reduzir tensões e promover estabilidade em uma região essencial para a segurança econômica global, destacando que diálogo e diplomacia continuam sendo os melhores caminhos para resolver disputas de longa data.
Líderes globais reagem a acordo entre EUA e Irã e focam em Ormuz
Líderes globais reagem a acordo entre EUA e Irã e focam em Ormuz













