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Cresceu rodeada de livros e apaixonou-se por eles ainda mal sabia ler. Quis ser escritora. Quando a doença rara com que o filho nasceu parecia estar a roubar-lhe o sonho, escreveu O Infinito num Junco (Bertrand, 2020), onde narra a história do livro, que investigara como filóloga durante uma década, e foi essa história que a tornou uma das autoras mais lidas do momento. O livro está traduzido em quase 40 línguas, é um best-seller mundial, e permitiu-lhe sair do anonimato de Aragão, em Espanha, para caminhar de pensamento livre pelo universo da literatura e dos jornais entre a actualidade e o mundo Antigo. Grande especialista do período greco-romano, Irene Vallejo é hábil a cruzar os dois tempos, mostrando, sempre que escreve, uma sociedade onde nada acontece por acaso, onde cada história tem uma razão de ser, onde a vontade humana e os desígnios podem confluir, caminhar juntos por um trilho sólido, frágil, feito de uma ética trabalhada ao sabor do amor e da partilha entre a educação, a cultura, a arte, a beleza e o ser humano. A Espanha onde nasceu (Saragoça, 1979) continua em ebulição, mas ela mantém a calma e a serenidade de quem sabe que nada é estanque e que tudo passa. A honra é feita ao conhecimento.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










