A todo momento, Lucas Moutinho, 32, tenta emplacar na entrevista para a coluna o slogan da Rexona para a Copa do Mundo. É o principal evento patrocinado pela Unilever, multinacional dona da marca, desde que foi iniciado o foco de investimentos em futebol.

No caso do gerente de marketing, será também o principal momento de sua trajetória. O publicitário entrou na Unilever como estagiário. A partir do início do torneio, ele coordena uma equipe de 20 pessoas e uma estratégia que conta com Vinicius Junior, Ronaldo Fenômeno e cerca de 4.000 influenciadores digitais.

A Rexona está colocando na Copa mais de 50% do seu orçamento de marketing deste ano. Quais são as métricas para medir o sucesso do investimento? É uma decisão muito estratégica. Há sempre risco, mas o plano é muito grande, a conexão cultural é enorme e a gente acredita que vale este tipo de investimento. É uma plataforma que a gente ativa há muito tempo e temos muitas iniciativas acontecendo. Já tivemos Copa América [de 2024], Libertadores, teremos a Copa feminina [de 2027]. Só que o Mundial deste ano transforma tudo em algo dez vezes maior. É uma aposta que passa por quanto vamos vender a mais no mercado, quanto vamos crescer no market share. O quanto a nossa conexão emocional vai crescer por estar presente no torneio.