A Unilever e a Coca-Cola registraram aumento expressivo nos volumes de vendas e elevaram suas projeções de receita após uma ofensiva de marketing durante a Copa do Mundo, demonstrando o poder duradouro do torneio para seus diversos patrocinadores corporativos.

O crescimento das vendas subjacentes da Unilever subiu 5,8% no segundo trimestre, impulsionado por um crescimento de volume de 5,5%, seu melhor desempenho trimestral desde 2010.

O presidente-executivo da companhia, Fernando Fernandez, afirmou que, durante a Copa do Mundo, a Unilever promoveu 35 marcas de cuidados pessoais —como Dove, Rexona e Axe— em 120 países, com 50 mil influenciadores criando conteúdo relacionado.A marca de desodorantes Rexona estampou os painéis de substituição e os uniformes dos árbitros durante os jogos. No Brasil e na Argentina, as vendas cresceram dois dígitos no segundo trimestre. Já a Dove realizou inúmeras atividades em estádios da Copa. As ações do conglomerado chegaram a subir 7,7% na Bolsa de Londres nesta terça.

A Coca-Cola, cujo marketing no torneio incluiu o patrocínio das "pausas para hidratação" durante as partidas, divulgou que os volumes de vendas de bebidas subiram 5% no trimestre.

A fabricante de refrigerantes informou que seu marketing da Copa, que incluiu um tour pré-torneio com o troféu, contribuiu para um crescimento de 5% no volume de sua bebida Coca-Cola tradicional e de 8% para o Powerade, patrocinador das pausas para hidratação. As ações da Coca-Cola subiram 6,3% nas negociações da manhã em Nova York.A Unilever disse que agora espera um crescimento de vendas no ano dentro de uma faixa de 4% a 6%, uma melhora em relação à projeção anterior de crescimento na "extremidade inferior" dessa faixa. A empresa também está prevendo um crescimento de volume de 3% no ano inteiro, acima dos 2% projetados anteriormente.