Democratas e parte dos republicanos bloquearam a renovação da autorização da Seção 702 da FISA enquanto questionam nomeações feitas pelo governo Trump para a área de inteligência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A recém-nomeada secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, divulgou a 'operação de fiscalização' ocorrida na cidade de Nova York, nos EUA, em busca de imigrantes ilegais — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 11:13 Expiração da Seção 702 da FISA Eleva Risco de Segurança na Copa 2026 A Seção 702 da FISA, essencial para a vigilância de estrangeiros pelos EUA, expirou em meio à Copa do Mundo de 2026, gerando preocupações de segurança. Democratas e alguns republicanos bloquearam sua renovação, destacando tensões sobre nomeações de Trump para a inteligência. O FBI alerta para riscos de ataques durante o torneio, enquanto o Congresso debate salvaguardas contra abusos do sistema. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo fora dos gramados. Em meio ao torneio que reúne seleções de 48 países nos Estados Unidos, Canadá e México, um importante programa de vigilância da inteligência americana expirou neste sábado, provocando preocupação entre autoridades de segurança e ampliando uma disputa política em Washington. Trata-se da Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA), mecanismo que permitia às agências de inteligência dos Estados Unidos monitorar comunicações de cidadãos estrangeiros sem necessidade de autorização judicial individual. Considerada uma das principais ferramentas de contraterrorismo do país desde sua criação, em 2008, a legislação deixou de vigorar após o Congresso não aprovar sua renovação. O impasse ocorre justamente durante uma das maiores operações de segurança da história recente dos Estados Unidos. Além de receber milhões de torcedores ao longo de mais de um mês de competição, o país também convive com um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e aumento das preocupações com possíveis ameaças extremistas. Nos últimos dias, o diretor do FBI, Kash Patel, alertou para o risco de grupos radicais tentarem explorar grandes eventos esportivos para promover ataques ou disseminar propaganda. — No passado, extremistas exploraram grandes eventos esportivos globais para causar danos e espalhar suas ideologias — afirmou em comunicado. Segundo Patel, a agência continuará trabalhando para garantir a segurança de jogadores, torcedores e visitantes durante todo o torneio. A não renovação da autorização não ocorreu por divergências sobre a importância da ferramenta, tradicionalmente apoiada por republicanos e democratas, mas por uma disputa envolvendo o controle dos órgãos de inteligência. Parlamentares democratas e alguns republicanos exigiram a criação de novas salvaguardas para evitar possíveis abusos do sistema e também questionaram a nomeação de Bill Pulte, aliado próximo do presidente Donald Trump, para ocupar interinamente a direção da inteligência nacional. Críticos argumentam que Pulte possui pouca experiência na área e manifestaram preocupação com um eventual uso político dos mecanismos de inteligência do governo federal. Antes do vencimento da autorização, Trump havia pressionado o Congresso para aprovar a renovação da medida. O presidente citou explicitamente a realização da Copa do Mundo e os preparativos para as celebrações dos 250 anos da independência americana como justificativas para manter o programa em funcionamento. Paralelamente, a Casa Branca anunciou a indicação do procurador Jay Clayton para assumir permanentemente o comando da inteligência nacional. No entanto, a nomeação ainda precisa passar pelo Senado, processo que pode levar semanas.
Programa de espionagem dos EUA expira em meio à Copa e acende alerta de segurança; entenda
Democratas e parte dos republicanos bloquearam a renovação da autorização da Seção 702 da FISA enquanto questionam nomeações feitas pelo governo Trump para a área de inteligência












