As canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai passaram a ocupar recentemente um espaço que em décadas passadas foi de outros itens contrabandeados e requisitados por consumidores brasileiros.

O comércio na fronteira evoluiu de um polo de aparelhos como videocassete e toca-fitas automotivo, nos anos 1980, para um centro de eletrônicos na década de 1990 e de itens de tecnologia avançada nos últimos anos. Hoje, é fonte do contrabando de medicamentos de preços elevados.

Há em 2026 um crescimento acelerado das apreensões de canetas e ampolas emagrecedoras por órgãos como Receita Federal e Polícia Federal, principalmente em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com a paraguaia Ciudad del Este.

Proibidos de serem comercializados no Brasil, medicamentos à base de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) vendidos no Paraguai se espalharam pelo país devido aos preços baixos, à facilidade de compra no país vizinho e a falhas na fiscalização.

Uma ação coletiva busca liberar no Brasil, para uso pessoal de pacientes com prescrição médica, a importação de emagrecedores paraguaios.