O crescimento do uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente os análogos de GLP-1, mudou o debate sobre obesidade no Brasil e no mundo. Nas redes sociais e até em consultórios, aumentou a percepção de que as chamadas “canetas emagrecedoras” poderiam substituir definitivamente a cirurgia bariátrica. No entanto, essa interpretação é equivocada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a cirurgia bariátrica segue como uma das principais ferramentas no tratamento da obesidade grave, especialmente para pacientes que não conseguem resultados sustentáveis apenas com tratamento clínico. A entidade também demonstra preocupação com a queda no número de cirurgias e o uso indiscriminado de medicamentos sem acompanhamento médico.

A seguir, confira os principais alertas sobre cirurgia bariátrica em meio ao avanço das canetas emagrecedoras!

1. A cirurgia bariátrica não deixou de ser indicada

Apesar da popularização dos medicamentos para perda de peso, a cirurgia bariátrica continua sendo recomendada em muitos casos. “Existe uma narrativa errada que se instalou nos consultórios e nas redes sociais de que, com a chegada dos análogos de GLP-1 e outros medicamentos, a cirurgia bariátrica perdeu sua vez. Isso não é verdade. Existe um tratamento para cada tipo de paciente e os medicamentos e a cirurgia, em muitos casos, devem ser complementares”, afirma o presidente da SBCBM, Dr. Juliano Canavarros.