Preso desde 16 de abril, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa aguarda há quatro semanas uma resposta da PF (Polícia Federal) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a assinatura de um documento que formaliza o início das negociações para um acordo de delação premiada.

Internamente, os órgãos ainda avaliam se a proposta de Paulo Henrique é necessária para o avanço da investigação sobre o Banco Master ou se o material obtido a partir de buscas, apreensões e quebras de sigilo já é suficiente para a apresentação de ações sobre o caso.

Além disso, a PGR ainda não descartou a possibilidade de assinar um acordo de delação com o principal investigado no esquema, o dono do Master, Daniel Vorcaro. A avaliação de pessoas que acompanham as investigações é a de que, caso Vorcaro decida verdadeiramente dizer o que sabe, as informações de Paulo Henrique podem ser inócuas.

A alternativa, porém, pode ganhar força em um cenário em que Vorcaro não consiga avançar numa delação. Nesta quinta-feira (11), a PF rejeitou a segunda oferta de delação do ex-banqueiro. A PGR ainda não se manifestou.

Desde que o ex-presidente do BRB indicou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça a intenção de delatar, no fim de abril, não houve quase nenhum avanço. Nem mesmo o termo de confidencialidade foi assinado.