As tratativas sobre a proposta de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, só devem avançar após a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terminarem de analisar a nova proposta do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O Valor apurou com fontes ligadas à investigação que até o momento não houve uma reunião entre PF, PGR e defesa do ex-CEO do BRB para tratar da proposta de termo de confidencialidade, apresentada por ele. Preso em abril, Costa mudou sua equipe de defesa e decidiu partir para a colaboração, mas até o momento suas tentativas têm esbarrado na dificuldade de agenda com as autoridades do caso. Enquanto isso, o o ex-presidente do BRB vem trabalhando em seus anexos no presídio da Papudinha, em Brasília, para onde foi levado em maio justamente para poder trabalhar em sua proposta de colaboração. Na Papudinha, Costa está em uma cela maior e mais isolada do que na prisão comum, onde pode se reunir com sua defesa e elaborar sua proposta. A expectativa é de que Costa mencione nomes como do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e da atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). As tratativas, porém, ainda não avançaram enquanto PF e PGR não terminam de analisar a segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro. Sobre esta última, a expectativa é de que os dois órgãos se manifestem até sexta-feira (12), prazo dado pelo ministro André Mendonça para que o ex-banqueiro fique com tempo maior para receber visitas de seus advogados na prisão. A primeira proposta de delação de Vorcaro já havia sido rejeitada pela PF e pela PGR por ser considerada muito fraca. No caso de Vorcaro, a avaliação na PF é de que, até o momento, ele não apresentou nenhuma informação boa suficiente que permitisse a expansão das investigações para além do vasto material que já está sob análise da PF e da PGR. Procurada, a defesa de Paulo Henrique Costa não se manifestou. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB — Foto: Silvia Zamboni/Valor
Delação de ex-CEO do BRB só deve avançar após análise da nova proposta de Vorcaro
Até o momento não houve uma reunião entre PF, PGR e defesa de Paulo Henrique Costa para tratar da proposta de termo de confidencialidade, dizem fontes












