Nada como o espetáculo do crescimento proporcionado por um evento em solo americano (e mexicano, e canadense). Com 48 seleções e 104 jogos, aos poucos começamos a perceber que a Chapecoense tem time para se classificar à segunda fase.

A Copa 2026 já começou pulverizando uma instituição sagrada de outros Mundiais, o Grupo da Morte. Não teremos nem morto-vivo, é vida para todo lado.

Ah, mas contra Marrocos (e sem Neymar) a estreia do Brasil é um jogo perigoso. Não tem problema. Se o Brasil empatar, se classifica; se o Brasil perder, se classifica; se o Brasil perder a hora jogando videogame, se classifica. Com Haiti na chave, até a Escócia deve se classificar. Haiti é vida… para os outros.

Provavelmente também vamos dever ao Haiti uma grande performance de Neymar, o Júnior, na Copa —que será amplamente festejada pelos jornaleiros especialistas no jovem. Neymar pode ter contra os haitianos uma performance tão espetacular quanto teve contra Vasco e Remo no Brasileiro deste ano, calando os críticos.

Poderíamos batizar a primeira fase do Mundial de "Strangers Things", não porque coisas estranhas aconteçam, ou porque ela esteja com cara de anos 1980, ou porque dependamos de alguém como Eleven, mas, sim, porque nenhum protagonista morre —a esta altura, isso não é mais spoiler. Sim, às vezes um monstrinho pode colocar o ator principal para dormir, mas não passa disso. Antes do episódio final, ele acorda e se vinga.