Pontas e centroavantes sempre foram protagonistas nos títulos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Seleção brasileira durante treino nesta sexta-feira — Foto: Divulgação/CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 23:22 Brasil na Copa: Busca por Atacante Consistente Gera Debate A estreia do Brasil na Copa do Mundo levanta questionamentos sobre o desempenho dos atacantes. Com diversas mudanças e testes, a seleção busca um goleador consistente, algo ausente desde 2010 com Luís Fabiano. A influência europeia e a busca por coletividade têm impactado o estilo brasileiro, que historicamente depende de atacantes decisivos. Neymar retorna, mas a dúvida sobre quem será o protagonista no ataque persiste. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois dos testes no amistoso contra o Egito, eu voltei para a segunda coluna agora oficialmente em clima de Copa do Mundo. Já Igor Thiago devolveu a vaga para Matheus Cunha no time titular da estreia do Brasil hoje e, com isso, os questionamentos sobre o desempenho dos atacantes da seleção brasileira não se encerram. Nos quase 100 jogadores testados após o Catar, 29 deles foram os homens-gol, ou “quase gols”, o que fez a seleção chegar até aqui perguntando: “Quem será o responsável por balançar as redes adversárias?” E esse número grande de avaliações no setor de ataque se explica por alguns problemas, como a troca de treinadores e o pouco resultado imediato dos testados. A roda girava com Vinicius Junior e Raphinha (titulares absolutos), Rodrygo e mais um. E esse “um” tinha (quando muito) 45 minutos para fazer um gol. Se não fizesse, era substituído no intervalo, não voltava para o próximo jogo e, às vezes, nem na próxima convocação. Quem entrava e marcava ganhava a vaga de titular para o próximo jogo, e assim foi um grande looping de candidatos a usar a 9 brasileira. O jovem Endrick apareceu como um furacão, mas não sustentou durante a Copa América e demorou para convencer que deveria voltar. Hoje, mais maduro e com a marcante fome de gol dos tradicionais camisas 9 do Brasil, está dando farol para começar jogando. Tenho para mim que a Copa de 2010, quando Luis Fabiano vestiu a camisa 9, foi a última oportunidade de ter um centroavante pra chamar de nosso, muito porque o esquema de Dunga privilegiava a existência de um jogador de área. Porém, o título da Espanha na Copa da África do Sul jogou luz aos ataques de mais movimentação e mobilidade, com David Villa tendo marcado cinco do total de apenas oito gols da Fúria naquela conquista. Após o 7 a 1, passamos a sofrer muito mais influência do futebol europeu, inclusive na formação dos jovens atletas, em especial os “pontinhas de lado de campo”, produto premium da contemporaneidade do futebol. Ao tentar copiar o futebol europeu, que tanto se inspirou no nosso, fez o Brasil abrir mão da individualidade protagonista para um coletivo coadjuvante. Ainda assim, vimos surgir e se confirmar um fenômeno geracional como Neymar. Em 2014, Fred foi chamado injustamente de cone; em 2018, Gabriel Jesus teve uma sufocante responsabilidade sem bola; em 2022, Richarlison até tentou, mas o que ficou foi o gol da Copa contra a Sérvia e a frustração dos minutos finais contra a Croácia. Quatro anos depois, o Brasil segue esperando respostas dos atacantes. Os nove gols de Vini Jr. pela Seleção são muito pouco para alguém que atravessou praticamente todo o ciclo como principal referência ofensiva do time, sendo o terceiro jogador com mais minutos em campo. Ao contrário dos centroavantes que passaram por ali, Vini teve tempo, sequência e confiança. Não foram os atacantes sozinhos os responsáveis pelas nossas frustrações recentes, mas a história da seleção cinco vezes campeã do mundo mostra que o Brasil pode até ser campeão sem ter o artilheiro da Copa, mas nunca foi campeão sem que seus atacantes fossem decisivos e protagonistas.
A Copa começa para o Brasil com os atacantes em xeque
Pontas e centroavantes sempre foram protagonistas nos títulos
Brasil inicia Copa sem centroavante consistente; 29 atacantes testados desde 2022 buscam sucessor a Luís Fabiano (2010). Influência europeia transformou estratégia brasileira de ataque individual em coletivo móvel, afastando o estilo protagonista que marcou títulos anteriores.







