Dificuldades do Brasil no primeiro jogo do Mundial inspiram rara unanimidade entre os especialistas, e um só veredito: bola nem cheia, nem murcha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vini Jr. foi o melhor jogador da seleção brasileira no empate em 1 a 1 com o Marrocos — Foto: Darrian Traynor / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 22:22 Desempenho Mediano do Brasil na Estreia da Copa Contra Marrocos A estreia do Brasil na Copa do Mundo contra o Marrocos gerou consenso entre colunistas do GLOBO: o desempenho foi mediano. O primeiro tempo, comparado ao 7x1 contra a Alemanha, mostrou dificuldades defensivas e falta de entrosamento. A reação no segundo tempo, com substituições estratégicas e gol de Vinicius Junior, trouxe esperança. Ancelotti ainda busca a formação ideal para enfrentar futuros desafios. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O empate do Brasil com Marrocos na estreia da Copa do Mundo deixou mais perguntas do que respostas — mas também evitou que a noite terminasse em tom de crise. Se o primeiro tempo foi descrito por um dos analistas como o pior da seleção em Mundiais desde o 7 a 1 para a Alemanha, a reação após o intervalo, impulsionada pelas substituições de Carlo Ancelotti e pelo gol de Vinicius Junior, alimentou uma leitura menos pessimista sobre o futuro da equipe no torneio. Entre os colunistas do GLOBO, houve consenso sobre os problemas apresentados pela Seleção: dificuldades defensivas, um meio-campo pouco dinâmico, peças que não renderam e sinais claros de falta de entrosamento. Em compensação, as entradas de Fabinho, Danilo e Luís Henrique apareceram como pontos de virada de um time que terminou melhor do que começou. A nota de todos, numa escala de bola murcha a bola cheia, foi coluna do meio. Confira a seguir as análises completas. Gustavo Poli: 'Ancelotti claramente ainda não encontrou seu time titular' Bola meio murcha — Foto: editoria de arte O time do primeiro tempo não funcionou — ou talvez tenha funcionado para mostrar que Igor Thiago e Ibañez não devem ser titulares. Igor Thiago entrou porque pressiona quando o time não tem a bola - mas carece de movimentação e desperdiçou a única oportunidade que teve. Fabinho entrou no segundo tempo e estabilizou o meio-campo — foi muito melhor que Casemiro. Danilo também melhorou muito a lateral. Paquetá começou muito mal — mas melhorou ao longo do jogo. Vini Jr. tirou o empate da cartola - mas no segundo tempo não conseguiu fazer diferença. Raphinha correu muito - mas tecnicamente entregou pouco. Agora, a Seleção tem dois jogos teoricamente fáceis para encontrar um caminho capaz de fazer frente aos times mais pesados que deve encontrar no mata-mata. Ancelotti claramente ainda não encontrou seu time titular. Bola nem cheia, nem murcha. Fernando Kallás: 'piores 45 minutos desde o 7x1' Bola meio murcha — Foto: editoria de arte Depois dos piores 45 minutos que a seleção viveu em uma Copa do Mundo desde o 7 a 1, o Brasil melhorou com as substituições e fez um segundo tempo descente, que dá algo de esperança pro resto da Copa. Ibañez, Igor Thiago e Casemiro foram horrorosos e imagino que os dois primeiros não voltem pro time, mas foi a entrada de Fabinho que arrumou o meio de campo do Brasil. Será que Ancelotti terá coragem de bancar Fabinho no próximo jogo? Raphinha realmente merece esse privilégio de intocável? Veremos... Bola nem cheia, nem murcha. Carlos Eduardo Mansur: 'pálida estreia' Bola meio murcha — Foto: editoria de arte A pálida estreia da seleção deixou ao menos um ponto ganho, que na matemática do grupo pode ajudar. E, neste caso, Ancelotti terá um pouco mais de tempo para encontrar uma formação que, acima de tudo, acomode melhor o time. O Brasil foi a cara de um time que trabalhou pouco, que teve um ciclo bagunçado. Defendeu mal, foi envolvido no início, e conseguiu estancar a sangria a partir da mexida para o 4-3-3. Mas há muitos jogadores em funções e posições que não tiram o melhor deles. Igor Thiago acrescenta pouco no jogo pelo chão, Raphinha tem tido poucas possibilidades de atacar a área, os volantes são obrigados a cobrir grandes porções... Há muito trabalho, mas também fica a sensação de que os talentos ofensivos podem resolver jogos em que o Brasil não se impuser. Hoje, foi o caso de Vini Júnior no gol de empate. Bola nem cheia, nem murcha. Rafael Oliveira: 'trajetória ascendente' Bola meio murcha — Foto: editoria de arte Brasil teve trajetória ascendente, terminando o jogo melhor do que começou. Mas os problemas do primeiro tempo e a dificuldade de conclusão pesaram. Vini Jr., Bruno Guimarães, Douglas Santos e Fabinho fizeram boa estreia. Mas Gabriel Magalhães, Casemiro, Ibañez, Paquetá e Igor Thiago decepcionaram. O time da segunda rodada naturalmente vai ter que ser outro. Bola nem cheia, nem murcha. Ana Thaís Mattos: 'falta de entrosamento não surpreende' Bola meio murcha — Foto: editoria de arte Toda estreia é nervosa, e essa é apenas a 13⁠ª escalação de Ancelotti de uma convocação bem questionável, principalmente as laterais e ficou evidente que Ibanez não pode ser titular. Não me surpreendeu a falta de entrosamento, mas confirma que o meio-campo precisa de jogadores mais rápidos, dinâmicos e com velocidade de tomada de decisão. Casemiro pode sim perder a vaga de titular, mesmo sendo jogador de confiança. Fora que ele quase sempre aparece tomando cartão. Luís Henrique e Fabinho entraram muito bem. Acho que o time fica mais forte pelos lados e com mais força por dentro. Vinicius Jr. fez o que se espera dele, tirou o Brasil das cordas com gol de empate. Bola nem cheia, nem murcha. Diogo Dantas: 'empate é bom resultado' Bola meio murcha — Foto: editoria de arte Empate pode ser considerado um bom resultado para o Brasil em função das circunstâncias da estreia. Além do destaque para Vini Jr., autor do gol, a seleção demonstrou que pode ser mais equilibrada e melhorou no segundo tempo, quando preencheu o meio e o ataque com jogadores de força, velocidade e maior dinâmica. Ancelotti corrigiu as escolhas que não deram certo no primeiro tempo e fez ajustes táticos, mas Marrocos também voltou sem o mesmo ímpeto ofensivo. Paquetá cresceu pelo lado esquerdo, mas tem titularidade ameaçada. Já Ibañez foi muito bem substituído por Danilo. Fabinho e Luiz Henrique também entraram bem. Raphinha foi quem mais decepcionou pelas chances perdidas. Bola nem cheia, nem murcha.