Brasil sai atrás, melhora após o intervalo e evita a derrota contra Marrocos, mas atuação mantém questionamentos sobre o trabalho de Ancelotti e o desempenho defensivo da equipe 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vini Jr. no empate do Brasil com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo — Foto: Jewel SAMAD / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 21:34 Brasil empata com Marrocos e desempenho de Ancelotti é questionado O Brasil empatou com Marrocos na estreia da Copa, reforçando dúvidas sobre a seleção e o trabalho de Ancelotti. Após um primeiro tempo fraco, o time melhorou com substituições estratégicas, mas ainda deixou a desejar defensivamente. Marrocos, mais organizado, abriu o placar, mas o Brasil conseguiu empatar. A atuação do Brasil foi marcada por inseguranças e falta de evolução clara sob Ancelotti. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Tenho especial fascínio por uma das nossas tradições em Copa do Mundo: vocês da imprensa pedem um palpite de placar a todos os entrevistados, sejam ex-jogadores, celebridades ou populares suados. O resultado final nunca é tabulado, mas dessa coleção de aleatoriedades às vezes sai uma percepção. Para a estreia do Brasil, mais do que não haver otimismo exagerado nos gols a favor, notei que quase todo mundo cedia um ao Marrocos. Podia ser um sinal de desconfiança com a nossa defesa, que levara gol nos cinco jogos anteriores. Ou de respeito ao adversário. O Marrocos foi o quarto colocado na última Copa, mas só tem sete jogadores remanescentes daquele grupo. O treinador, que assumiu há três meses, levou a seleção sub-20 do país ao título mundial, mas só um desses jovens foi com ele para o time principal. Um ciclo de mudanças, que não esteve imune a crises – o técnico anterior foi demitido porque se esperava mais da atuação na Copa Africana, conquistada no tapetão. Mesmo assim, os marroquinos chegaram mais organizados do que os brasileiros. Postaram-se em linha no ataque, trocaram passes com calma, invertendo o eixo das jogadas. E acharam o gol previsto pelos palpiteiros num contra-ataque, justamente quando sofria os primeiros momentos de pressão. No empate, a surpresa não foi a forma, mas o momento. O pouco que o Brasil conseguira no primeiro tempo viera dos duelos individuais de Vini Jr contra Hakimi. Depois da abertura do placar, um abatimento geral se somou aos erros individuais, como os botes sem tempo de Ibañez e as bolas perdidas por Paquetá. Até que o atacante que Ancelotti monta o time para deixar livre correspondeu ao que se espera dele – e a seleção foi para o intervalo com um resultado melhor do que a atuação. O time que voltou, com Fabinho e Danilo substituindo Casemiro e Ibañez (os mais perdidos no primeiro tempo, ambos punidos com cartão amarelo), era mais calmo. A postura defensiva melhorou, a pressão na saída de bola aumentou – um bom lembrete de que Copa do Mundo tem muitos outros fatores envolvidos além da organização tática. Na segunda pausa para hidratação, com Luiz Henrique e Matheus Cunha em campo, finalmente já não parecia mais que o pentacampeão mundial em campo era o de vermelho. Marrocos também mudou, deixando o time mais jovem. Mas o ritmo do jogo diminuiu. Embora já fosse noite em Nova Jersey, o calor, que esteve próximo dos 30 graus durante todo o jogo, cobrou seu preço. A torcida brasileira no estádio começou a pedir a entrada de Endrick, vendo no jovem jogador alguém capaz de botar alguma energia extra no time, mas quem entrou foi o outro Danilo, com mais preocupações defensivas do que nos amistosos pré-Copa. O jogo terminou com pressão do Marrocos, com o marroquino Bouaddi como o melhor em campo, com atuações inseguras de Gabriel Magalhães e Douglas Santos, sem que Alisson tenha conquistado a confiança da torcida e sem um indício claro de que o curto trabalho de Ancelotti à frente da seleção tenha dado mostras de uma grande evolução. Não me lembro de algum dos palpiteiros ter previsto um empate. Mas quem quiser arriscar um placar contra o Haiti deverá levar em conta que o Brasil chegará com as mesmas dúvidas que tinha na estreia.
Empate na estreia reforça dúvidas que a seleção já carregava para a Copa
Brasil sai atrás, melhora após o intervalo e evita a derrota contra Marrocos, mas atuação mantém questionamentos sobre o trabalho de Ancelotti e o desempenho defensivo da equipe













