Igualdade no placar faz jus ao nivelamento entre o entrosamento marroquino e a qualidade individual da seleção brasileira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vini Jr. foi o melhor jogador da seleção brasileira no empate em 1 a 1 com o Marrocos — Foto: Darrian Traynor / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 21:14 Brasil e Marrocos Empatam na Estreia da Copa do Mundo 2026 Brasil e Marrocos empataram em 1 a 1 na estreia da Copa do Mundo de 2026, refletindo o equilíbrio entre o entrosamento marroquino e a qualidade individual brasileira. O jogo, realizado no MetLife Stadium, mostrou a necessidade de evolução das duas seleções para a disputa pelo título. Vini Jr. brilhou ao marcar o gol brasileiro, enquanto o time de Carlo Ancelotti mostrou desorganização e falta de ousadia ofensiva. Alterações no elenco são esperadas para o próximo confronto contra o Haiti. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No único confronto da fase de grupos da Copa do Mundo entre dois times que ocupam o top-10 do ranking da Fifa, prevaleceu a igualdade entre o entrosamento marroquino e a qualidade individual brasileira. O empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nas estreias das seleções no Mundial de 2026, mostrou que ambas as equipes precisarão evoluir em alguns pontos durante a competição para se firmarem na briga pelo título. Nitidamente atrapalhada pelo nervosismo da estreia, a seleção brasileira começou mal a partida, com muitos erros individuais. Lucas Paquetá, mas principalmente Casemiro e Ibañez, prejudicaram a saída de bola com uma sequência de passes e botes errados. Saiu praticamente assim, inclusive, o gol de Marrocos no jogo. Ao contrário dos amistosos, quando passou boa impressão na lateral direita, Ibañez não soube desempenhar a função no primeiro tempo. Além de dar muitos espaços para Mazraoui e El Khannouss, o camisa 24 não esteve bem quando se apresentou ao campo de ataque. Numa dessas, deu passe para Lucas Paquetá, que errou o domínio e perdeu a posse da bola. Em contra-ataque marroquino, Brahím Diaz, do Real Madrid, recebeu no meio-campo e teve muita liberdade para pensar a jogada. Casemiro, volante mais perto do camisa 10 de Marrocos, dormiu e não pressionou o suficiente. Saibari, centroavante do PSV, soube ler a sequência do lance e atacou espaço entre Marquinhos e Gabriel Guimarães em profundidade. Ao ser lançado, cavou em cima de Alisson para abrir o placar. Vini Jr. tira empate da cartola Ainda que tenha saído num momento em que o Brasil ensaiava uma melhora na partida depois de sofrer uma série de finalizações nos primeiros dez minutos, o gol de Marrocos expôs a desorganização da seleção brasileira. Com construção ofensiva inoperante, o time mal fazia a bola chegar aos atacantes. Principal nome do esquadrão de Carlo Ancelotti, Vini Jr. pouco havia tocado na bola até os 30 minutos. A exceção foi quando recebeu passe pela esquerda e, no um contra um com Hakimi, superou a marcação do lateral do PSG para cruzar e Igor Thiago perder boa chance ao furar cabeçada. Ainda assim, inquieto, Vini Jr. fez valer toda a expectativa em cima de sua camisa 7. Pela ponta esquerda, onde se sente mais confortável para fazer a diferença, recebeu passe de Bruno Guimarães em situação de duelo individual com El Aynaoui. Em sua jogada característica, o atacante foi para cima do marcador, cortou para dentro e encheu o pé para superar Bounou e marcar o primeiro gol do Brasil nesta Copa do Mundo. Alterações de Ancelotti surtem efeito Depois de descer para o intervalo com um resultado melhor do que o merecido, o Brasil evoluiu com as entradas de Danilo e Fabinho nas vagas dos amarelados Ibañez e Casemiro. Mais organizado, o time esteve mais tranquilo, parou de errar passes e diminuiu consideravelmente o ímpeto marroquino. Mesmo com as boas atuações de Bouaddi, Ounahi e Saibari, o Marrocos não conseguiu encontrar mais espaços no campo de ataque e pareceu se satisfazer com o empate. A seleção brasileira, por sua vez, sentiu falta de um pouco mais de ousadia dos atacantes. Nem mesmo as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique fizeram o ímpeto ofensivo crescer. Raphinha, que permaneceu em campo ao longo dos 90 minutos, não foi bem como homem mais avançado do ataque. Se a ideia era aproveitar a boa leitura do camisa 11 para atacar os espaços e encontrar finalizações, o resultado foi uma equipe que não foi capaz sequer de pressionar a troca de passe dos primeiros jogadores da construção marroquina. Assim, o 1 a 1 prevaleceu. Para a próxima partida, na sexta-feira, às 21h30, contra Haiti, é difícil imaginar uma seleção brasileira com mudanças significativas. É possível que Ancelotti promova as entradas de Danilo na lateral-direita e Matheus Cunha na vaga de Igor Thiago, mas, além disso, o Brasil precisa rever a dinâmica ofensiva. Ainda que Vini Jr. aparente estar em grande forma física e tecnicamente, o coletivo precisa evoluir nas construções das jogadas. Considerado o segundo principal jogador desta equipe por Carlo Ancelotti, Raphinha precisa entregar mais. Para tentar maximizar o desempenho do atacante, o técnico italiano desprivilegia o lado direito do setor ofensivo da seleção brasileira, que fica com um buraco — na fase defensiva, esse espaço é ocupado por Lucas Paquetá. Com Cunha como um falso 9, Luiz Henrique e Rayan podem ser uma boa alternativa na vaga do camisa 11. A ver como Ancelotti conduzirá os treinamentos ao longo da semana para tentar melhorar sua equipe.