Bastou o apito final na estreia do Brasil na Copa para Ancelotti descobrir que empatar às vezes provoca o mesmo sentimento da derrota. O 1 a 1 com o Marrocos, no qual a seleção foi salva por um golaço de Vini Jr. depois de sair atrás no placar, não entregou o futebol que se espera de um time que briga pelo título. E, como de praxe, a frustração não ficou no estádio, mas também foi compartilhada nos grupos de WhatsApp, onde os brasileiros criticaram jogadores como Lucas Paquetá, Casemiro, Danilo e Igor Thiago.
Os nomes mais citados da noite, no entanto, foram de jogadores que não saíram do banco de reservas. Os números ajudam a medir o tamanho do desabafo. No dia do jogo, a conversa sobre a seleção quase quintuplicou ante a média do próprio dia, com o pico exato no minuto do apito inicial, de acordo com a Palver, que realiza um monitoramento em tempo real em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram. Entre as mensagens que assumiram um lado claro, a maioria foi de cobrança, com cerca de 55% das mensagens com tom crítico, contra 45% de defesa. Endrick e Rayan lideraram a revolta dos brasileiros, com 88% das menções a eles mostrando indignação por não terem saído do banco de reservas.











