PUBLICIDADE Total de áreas amazônicas sob alerta entre agosto de 2025 e maio de 2026 caiu 37,5% na comparação com o ciclo anterior 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Desmatamento na Amazônia caiu para mínima histórica — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP/07/06/2022 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 16:14 Desmatamento na Amazônia cai 37,5%, menor nível desde 2016 O desmatamento na Amazônia caiu 37,5% entre agosto de 2025 e maio de 2026, atingindo o menor nível desde 2016, enquanto o Cerrado registrou uma redução de 8,2%. Os dados, apresentados pelo Inpe, destacam a importância dos investimentos em preservação ambiental pelo governo brasileiro. Durante visita à OTCA, Lula criticou os EUA por tarifarem produtos brasileiros sob pretexto ambiental, reafirmando o compromisso nacional em reduzir o desmatamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O total de áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2025 e maio de 2026 caiu 37,5% na comparação com o ciclo anterior (de agosto de 2024 a maio de 2025). O valor de 2.189 km² representa o menor da série histórica, iniciada em 2016, para o período. A queda no Cerrado, por outro lado, foi de 8,2%. Foram 4.208 km² do bioma impactados pela supressão de vegetação. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que utiliza o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter). A ferramenta permite os pesquisadores a terem dados diários de supressão vegetal nos biomas. Se considerado apenas maio deste ano, a Amazônia teve uma redução de 61,4% nas áreas sob alerta de desmatamento em relação ao mesmo mês do ano passado — essa é a maior redução percentual da série histórica. Já o Cerrado apresentou uma redução de 12% na comparação com maio de 2025 e de 25,3% ante o mesmo mês de 2024. Os dados foram apresentados durante uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) em Brasília. Durante a agenda, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco relacionou a queda do desmatamento ao investimento da gestão petista à mecanismos de preservação da natureza. — Estamos falando de investimento, apoio e melhoria da atividade do serviço público. Os resultados apresentados demonstram a importância desses esforços para a proteção ambiental. Estamos tratando de transformar o nosso potencial em melhoria da qualidade de vida, geração de emprego e renda e promoção do desenvolvimento sustentável — ressaltou. Já Lula utilizou o evento para retomar as críticas aos Estados Unidos, afirmando que o governo de Donald Trump "mentiu" ao citar questões ambientais entre as justificativas para impor tarifas sobre produtos brasileiros. — Agora é hora da comparação. Eles mentiram a primeira vez que taxaram o Brasil em 50% e agora com esse negócio que eles falaram da questão do desmatamento. Eles não sabem o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a zero até 2030 — afirmou o presidente. Lula disse que o combate ao desmatamento é uma decisão do governo brasileiro e não resultado de pressões externas. — Isso não é uma decisão de nenhuma COP, não é da ONU. É do nosso governo. O desmatamento pode ajudar uma pessoa a ficar rica, até duas, mas o não desmatamento ajuda o Brasil, a Amazônia e o mundo — declarou.