O desmatamento na Amazônia caiu no ano passado ao índice mais baixo desde 2019, que marca o início da série histórica do MapBiomas, de acordo com o relatório anual da rede.
Em 2025, foram 985 mil hectares que perderam vegetação nativa — o equivalente a 112 campos de futebol por hora ou 17 parques do Ibirapuera, em São Paulo, ao dia. Ainda assim, o registro ficou, pela primeira vez, abaixo da barreira de 1 milhão de hectares de vegetação perdida.
A queda média no País foi de 20% em relação a 2024, com reduções em todos os biomas brasileiros. A maior delas foi no Pantanal, de 48%.
“Estamos observando um aumento nas ações de fiscalização e nas sanções (…), que estão diretamente ligadas à redução do desmatamento em todos os biomas brasileiros”, afirmou Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas, uma rede que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia que consolida dados de vários sistemas de monitoramento.
No Brasil, o desmatamento é o principal vetor das emissões de gases de efeito estufa, que provocam as mudanças climáticas, além de estar associado a impactos para a biodiversidade e conflitos rurais.











