PUBLICIDADE Informação foi divulgada nesta quarta-feira (27) em um relatório pela rede de monitoramento MapBiomas Especial Amazônia -Floresta Nacional de Jacundá em Rondônia, próximo a Porto Velho. Desmatamento. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo. RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 06:15 Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em seis anos, mas destruição segue alarmante O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu seu menor nível em seis anos, com menos de um milhão de hectares perdidos em 2025, segundo o MapBiomas. A queda de 20,6% em relação a 2024 é vista como um trunfo para o presidente Lula, que busca reeleição e combate à exploração ilegal até 2030. Apesar da redução, o ritmo de destruição continua alarmante, com cinco árvores derrubadas por segundo na Amazônia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O desmatamento no Brasil, inclusive na Amazônia, caiu no ano passado para o menor nível desde 2019 e ficou, pela primeira vez, abaixo da barreira de um milhão de hectares de vegetação perdida, afirma um relatório divulgado nesta quarta-feira (27) pela rede de monitoramento MapBiomas. O resultado é uma boa notícia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai disputar a reeleição em outubro e que tornou a luta contra o desmatamento uma bandeira de governo. chegando a se comprometer especialmente a erradicar a exploração ilegal de madeira até 2030. Desmatamento na Amazônia 1 de 8 Inpe detectou em Rondônia aumento de 47% nos focos de queimada de 1º de janeiro a 24 de agosto em comparação a igual período de 2020 — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 2 de 8 Em julho do ano passado, o estado de Rondônia registrou 836 focos de queimadas e incêndios, praticamente o dobro do registrado no mesmo mês de 2020 (428 focos) — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Floresta Nacional de Jacundá em Rondônia, próximo a Porto Velho, tem um assentamento em crescimento. Na foto: Eles colocam fogo para abrir espaço para as casas e local para agricultura — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo 4 de 8 Rondônia captou mais de 1,2 mil focos, de acordo com dados coletados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 8 Publicidade 5 de 8 Ambientalistas, pesquisadores, indigenistas e indígenas se dizem preocupados com impactos das queimadas e dos incêndios no território, reduzindo a floresta, afetando a fauna e a saúde de habitantes do estado de Rondônia — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 6 de 8 Desmatamento para plantio de soja em área do Cerrado em Mato Grosso do Sul — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo/17/01/2024 X de 8 Publicidade 7 de 8 Incêndio ilegal em reserva da Floresta Amazônica, ao sul de Novo Progresso no estado do Pará, Brasil, em 15 de agosto de 202 — Foto: Carl de Souza / AFP 8 de 8 Vista de um incêndio no Cerrado em Barreiras, oeste do estado da Bahia, Brasil, registrada em 1º de outubro de 2023 — Foto: Nelson Almenida / AFP X de 8 Publicidade Floresta teve um aumento de 11.957 km² na área desmatada em 2021 Em 2025, foram desmatados quase 985.000 hectares no país, 20,6% a menos que no ano anterior, segundo a rede MapBiomas, que iniciou seus registros em 2019. Apesar do bom resultado, o volume equivale a cinco árvores derrubadas por segundo no caso da Amazônia. O dado não inclui as perdas por incêndios, mas no ano passado as queimadas também registraram uma queda significativa, após o recorde de 2024. A redução do desmatamento aconteceu em todos os biomas do país, incluindo a Amazônia, onde houve queda de 23,5% na comparação de 2024 para 2025. — O que a gente vê é o aumento das ações de fiscalização, de embargo, e o aumento da transparência dos dados sobre autorizações concedidas. E isso tem uma correlação direta com essa queda que a gente observa em todos os biomas brasileiros — declarou à AFP Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas. Segundo ele, 65% das áreas onde o MapBiomas identificou problemas de perda de vegetação foram alvos de ações concretas das autoridades em 2025. A relação havia sido de 54% em 2024 e de apenas 5% em 2019, primeiro ano da presidência de Jair Bolsonaro, cético da mudança climática e aliado do influente agronegócio. 'Cinco árvores por segundo' Apesar do resultado, o ritmo de destruição continua sendo significativo. Na Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, "quase cinco árvores por segundo" foram perdidas, segundo o MapBiomas. O bioma mais atingido foi, novamente, o Cerrado, que concentrou mais da metade do desmatamento do país. O MapBiomas, que reúne universidades, ONGs e empresas de tecnologia, atribui quase toda a perda de vegetação à expansão agropecuária. Lula quer apresentar resultados ambientais de olho nas eleições e meses após a conferência do clima COP30 da ONU organizada em Belém. O presidente, no entanto, é criticado por ambientalistas por seu apoio a um enorme projeto de exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Nesta quarta-feira, ele deve anunciar investimentos para novas perfurações em um campo de petróleo na Amazônia. Os números do desmatamento também contrastam com um pacote de leis aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados que, segundo ambientalistas, enfraquece os controles contra o desmatamento. As iniciativas, impulsionadas pela bancada ruralista, ainda precisam ser aprovadas no Senado.