Os alertas de desmatamento da floresta amazônica no primeiro semestre deste ano chegaram ao menor patamar da década. Entre janeiro e junho foram perdidos 1.295km² de vegetação nativa no bioma, o índice mais baixo da série histórica do sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial), iniciada em 2016.

No cerrado, a área sob alerta para desmate foi de 3.142 km² nos primeiros seis meses do ano, a mais baixa desde 2021. O número representa queda de 6% na comparação com o mesmo período de 2025 —na amazônia, a redução foi de 38%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10). O Deter emite alertas de desmate para orientar ações de fiscalização. Já os números oficiais são de outro sistema do instituto, o Prodes, mais preciso e divulgado anualmente.

Os biomas são os maiores do país e representam, juntos, três quartos do território nacional (49% concentrado na amazônia e 24%, no cerrado). A área de vegetação sob alerta de desmate em ambas as regiões neste ano chega a 4.437 km², equivalente a quase três vezes a da cidade de São Paulo.

Considerando apenas o mês de junho, a amazônia perdeu 297 km² e o cerrado, 482 km², o que representa, respectivamente, uma redução de 35% e 5% na comparação com 2025.