PUBLICIDADE Dados estão presentes em relatório da rede MapBiomas, que compila os resultados entre 1985 e 2025 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rio Javari, na cidade de Atalaia do Norte. — Foto: Bruno Kelly / Amazônia Real RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 16:22 Amazônia recupera águas em 2025, mas Pantanal ainda sofre com seca Em 2025, a Amazônia conseguiu recuperar sua superfície de água após dois anos de seca, registrando um aumento de 2,6% acima da média histórica. Contudo, o Pantanal ficou 56% abaixo da média, apesar de uma leve recuperação em comparação a 2024. Os dados do relatório MapBiomas indicam que, enquanto o Pará e o Amazonas apresentaram ganhos significativos, o Pantanal continua a enfrentar desafios graves devido à seca prolongada e mudanças nas dinâmicas hídricas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ano de 2025 trouxe resultados opostos para os biomas brasileiros no que diz respeito aos corpos hídricos. Se, por um lado, a Amazônia recuperou a superfície de água após dois anos de seca severa e se manteve 2,6% acima da média histórica. Por outro, o Pantanal ficou 56% abaixo do número médio nos últimos 40 anos, apesar de uma melhora na comparação com 2024. É o que mostram dados obtidos pela rede MapBiomas a partir de imagens de satélite. No caso amazônico, o crescimento, entretanto, não foi uniforme: 20 sub-bacias (37% do total) no bioma apresentam superfície de água abaixo da média histórica. O cenário afeta, sobretudo, comunidades ribeirinhas, das quais pelo menos 50% estão localizadas até 50 km dos 12 principais rios da Amazônia. Os dados mostram que os destaques em ganhos na comparação com a média histórica foram Pará, com novos 142 mil hectares, e Amazonas, com novos 87 mil hectares. O bioma, que concentra 61,4% de toda a superfície de água no Brasil, esteve abaixo da marca consolidada entre 1985 e 2025 em apenas dois meses de 2025. Pesquisador do Imazon e membro da equipe Amazônia do MapBiomas, Bruno Ferreira relaciona o resultado no bioma ao crescimento da incidência de chuvas. O especialista pondera, no entanto, que a situação permanece “preocupante no longo prazo”, já que eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes na região. — Os rios respondem relativamente rápido com as chuvas, mas as florestas e aquíferos subterrâneos demoram mais. Além disso, as áreas mais frágeis do bioma ainda permanecem suscetíveis aos incêndios. Esse cenário coloca em risco a resiliência socioambiental da região — aponta. Já o Pantanal foi o único bioma brasileiro no qual todos os meses do ano estiveram abaixo da média das últimas quatro décadas. Em 2025, o bioma teve uma superfície de água de 679 mil hectares — a média no período de 1985 e 2025 é de 1,56 milhão de hectares. O resultado do ano passado, por outro lado, é 34% acima do registrado em 2024, quando o bioma impactado por uma seca severa teve apenas 506 mil hectares. — A dinâmica das águas no Pantanal mudou; a década de 1980 foi marcada por grandes inundações, mas desde 2019 a região enfrenta secas prolongadas — explica Mariana Dias, pesquisadora da equipe do Pantanal do MapBiomas. Variação nacional Os dados mostram que o Brasil teve uma superfície de água de 18,2 milhões de hectares em 2025 — número 5,3% superior aos 17,2 milhões de hectares registrados em 2024. Em ambos os anos, o país esteve abaixo da média histórica (de 18,5 milhões de hectares). Atualmente, a superfície de água representa 2% do território nacional em 2025. O total de hectares vem caindo ao longo das décadas. Veja o comparativo: 1985-1994: média de 19,86 milhões de hectares1995-2004: média de 18,71 milhões de hectares 2005-2014: média de 18,16 milhões de hectares 2015-2024: média de 17,28 milhões de hectares Outra tendência mostrada pelo relatório é o ganho de território no caso de corpos hídricos antrópicos, enquanto há perda entre os naturais. Os dados mostram que 76,7% da superfície de água dos corpos hídricos mapeados é natural. Já 23,3% são antrópicos. Houve ganho de 1,7 milhão de hectares (69%) de corpos hídricos antrópicos em 2025 em relação a 1985. Em contrapartida, a perda de corpos hídricos naturais foi de -3,2 milhões de hectares (19%). Perdas em municípios O relatório indica também que quase metade (45%, ou 2.511) dos municípios brasileiros esteve com superfície de água abaixo da média histórica em 2025. Os municípios com maior retração da superfície de água estão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — ambos influenciados pelas variações que ocorrem no bioma Pantanal. Corumbá (MS) registrou perda de 474 mil hectares e Cáceres (MT) perdeu 189 mil hectares em relação à média histórica.
Amazônia recupera superfície de água em 2025 após dois anos de seca, mas Pantanal fica 56% abaixo da média histórica
Dados estão presentes em relatório da rede MapBiomas, que compila os resultados entre 1985 e 2025












