A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) suspendeu o debate sobre mudanças nas regras de venda do gás de cozinha, alvo de críticas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de grandes empresas do setor.

A decisão foi tomada na manhã desta sexta-feira (12), três dias após reunião de toda a diretoria da agência reguladora com Lula em Brasília. A ANP alegou que precisa priorizar "pautas urgentes relacionadas à crise dos preços dos combustíveis".

A reforma do setor de GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha) está na agenda da ANP desde 2023. A proposta atual prevê, principalmente, a criação de um agente avançado de envase de botijões, que poderá encher vasilhames de qualquer marca.

No fim de maio, a diretoria da agência chegou a iniciar votação sobre as medidas, mas o processo foi suspenso por pedido de vista do diretor-geral, Arthur Watt. Nesta sexta, foi o mesmo Watt que propôs a suspensão do debate.

Ele alegou que três matérias relacionadas à crise gerada pela guerra no Irã entraram na pauta da reunião e sugeriu que toda a agenda regulatória anterior fosse retirada do debate. A proposta foi aprovada pelos outros diretores, mesmo os três que já haviam votado a favor da reforma do GLP.