A diretoria ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) retoma nesta sexta-feira (12) votação sobre mudanças nas regras de venda do gás de botijão, que podem acabar com a exclusividade de marca do vasilhame.

O processo começou a ser discutido no fim de maio, mas foi suspenso por pedido de vista do diretor-geral da agência, Arthur Watt. Antes do pedido, três diretores haviam votado a favor de consulta pública para debater as novas regras.

As minutas propostas pela área técnica criam a figura do envasador avançado de GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), que funcionará como um posto avançado de enchimento de botijões em regiões mais distantes das bases de distribuição do combustível.

Os defensores da mudança alegam que ela reduz custo de transporte de botijões vazios e, portanto, terá impacto benéfico no preço final do produto. O envasador avançado terá liberdade para encher botijões de marcas que já operam no mercado.

Essa liberdade é questionada pelas grandes distribuidoras, sob o argumento de que a marca garante maior segurança e rastreabilidade dos botijões. É ela, dizem, que define responsabilidade sobre a integridade dos vasilhames.