O mundo está mudando rápido, na esteira de grandes inovações digitais e, especialmente, com o avanço da inteligência artificial. Essas mudanças, no entanto, só têm valor para o cidadão comum quando incorporadas favoravelmente na vida cotidiana. O Brasil está atrasado nessa corrida rumo ao futuro, mas, a despeito disso, tem vasta e proveitosa experiência na absorção de novidades tecnológicas que melhoram a vida de cada um de nós. A digitalização da declaração de Imposto de Renda; a votação eletrônica; e o PIX são apenas três exemplos de tecnologia que melhoraram a vida das pessoas e a confiabilidade de processos cada vez mais digitais. Esses três exemplos também ilustram a importância do governo como idealizador de soluções avançadas para uso amplo.

Para acelerar a transformação digital em curso, existem competências disseminadas em todo o Brasil --e é bom que seja assim. São resultados de esforços persistentes, feitos nacional e regionalmente. O país conta com pesquisadores bem formados por todo território, com centros universitários e empresários desenvolvendo cada vez mais aplicações de inteligência artificial bem específicas para problemas de brasileiros. Sem menosprezar os esforços do governo central em torno das questões nacionais, é essencial a atuação de estados e municípios para modernizar ações e serviços que respondem aos problemas e prioridades e que mudam de uma região e cidade para outra em um país tão diverso. O Brasil é uma federação de ecossistemas digitais.