PUBLICIDADE Patrimônio histórico de Prados, estrutura metálica foi localizada a 180 quilômetros de distância do município 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Levada em caminhão e vendida a resort por R$ 700 mil: Entenda o que se sabe sobre ponte de aço furtada em MGLevada em caminhão e vendida a resort por R$ 700 mil: Entenda o que se sabe sobre ponte de aço furtada em MG — Foto: Reprodução: Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 21:27 Ponte Histórica de Prados, MG, Furtada e Vendida por R$ 700 Mil Uma ponte metálica do século XIX, patrimônio histórico de Prados, MG, foi furtada e vendida por R$ 700 mil. Localizada a 180 km de distância, a estrutura estava em um empreendimento turístico que alegou compra legal. A Polícia Civil investiga o furto, executado com maquinário pesado e transporte autorizado. Envolvidos podem responder por crimes contra o patrimônio cultural. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O furto de uma ponte metálica do século XIX — fabricada na Inglaterra e com valor histórico — surpreendeu moradores na zona rural de Prados, em Campo das Vertentes, Minas Gerais, e mobilizou autoridades do estado nos últimas dias. A estrutura, que integrava a antiga malha da extinta Rede Ferroviária Federal e foi incorporada ao patrimônio do município, foi localizada anteontem pela Polícia Civil, a cerca de 180 quilômetros de distância, em Lima Duarte, na região de Ibitipoca, na Zona da Mata mineira. Ela estava em uma unidade do Ibiti Projeto, empreendimento turístico e de preservação ambiental. A retirada da ponte ocorreu no dia 3 de junho, por volta das 12h, e foi registrada como furto qualificado. Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público de Minas Gerais apuram o caso. De acordo com o delegado Rafael Emídio, responsável pela investigação, o Ibiti Projeto alegou ter comprado a estrutura por R$ 700 mil de um comerciante de antiguidades. Em nota, o empreendimento informou que adquiriu a ponte de maneira legal, com emissão de nota fiscal e “transporte com as autorizações exigidas pelos órgãos competentes”. Ainda segundo o delegado Rafael Emídio, a estrutura teria sido vendida ao antiquário por um homem que acreditava ser o dono da ponte. Morador no imóvel onde estava instalada a construção, ele teria entendido, de forma equivocada, que o patrimônio de Prados fazia parte da sua propriedade. A partir desse entendimento, esse homem teria negociado a venda do equipamento. Segundo a Polícia Civil, o empreendimento onde a estrutura foi localizada apresentou duas notas fiscais que comprovariam a compra da ponte, uma de R$ 700 mil e outra no valor de R$ 30 mil, além de uma autorização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o transporte. O Ibiti Projeto informou que adquiriu o bem “legalmente de um comerciante do ramo de antiguidades”. “Ao tomar conhecimento dos questionamentos relacionados à origem da estrutura, o Ibiti Projeto foi igualmente surpreendido pelos fatos e imediatamente procurou as autoridades competentes, apresentando toda a documentação disponível, indicando a localização do bem e colaborando integralmente com as apurações,” diz a nota. Maquinário pesado Com aproximadamente 20 metros de extensão e cinco metros de largura, a ponte ficava na região conhecida como Cinquenta e Oito, nas proximidades da BR-265. Fora de rota de carros, era utilizada por ciclistas e motociclistas. O desaparecimento foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Militar na última terça-feira. No documento, o secretário municipal de Agropecuária e Meio Ambiente de Prados, Márcio Ladeira, disse acreditar que os autores cortaram a estrutura com maquinário pesado. Conforme o registro policial, os suspeitos teriam obstruído com terra a estrada que dá acesso à ponte para impedir a chegada de veículos ao local. As investigações apontam que a operação envolveu o uso de uma carreta, uma escavadeira e um caminhão munck, veículo equipado com um braço hidráulico articulado usado para o transporte, içamento e descarga de peças pesadas em canteiros de obras e indústrias. O processo, de acordo com os investigadores, chama atenção pela complexidade. Segundo a polícia, imagens de câmeras de rodovias ajudaram a rastrear o trajeto feito até o Ibiti Projeto. A Polícia Federal também anunciou que vai instaurar um inquérito para apurar o caso. Já a Promotoria de Justiça de Prados, do Ministério Público de Minas Gerais, determinou a abertura de inquérito civil público para investigar os fatos, incluindo possíveis danos ao patrimônio cultural do município. Os envolvidos podem responder por receptação, cuja pena é de dois a seis anos de reclusão, furto e crime contra o patrimônio cultural. “A perícia oficial foi acionada e os trabalhos investigativos prosseguem com o objetivo de identificar os responsáveis, esclarecer a dinâmica dos fatos e promover a recuperação do bem subtraído”, informou a Polícia Militar em nota. (Com g1)