Para chegar à chamada Ponte do Esqueleto bastam algumas perguntas pelas ruas de Limeira (SP). São três vias de acesso, todas pela estrada vicinal Doutor Cássio de Freitas Levy. O caminho pode ser feito por qualquer veículo sem maiores dificuldades.

Projetada para uma ideia de rede ferroviária que nunca saiu do papel, a ponte funciona hoje como um atrativo turístico. Serve principalmente a entusiastas de esportes radicais que se reúnem quase todos os meses para praticar rope ou bungee jump —modalidades de saltos com corda.

A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, era uma delas. Moradora de Jandira, a 54 quilômetros de Limeira, ela viajou até a Ponte do Esqueleto na manhã do último sábado (13) somente pelo salto. Pagou R$ 180 pelo pulo com corda e um complemento de R$ 110 para registrar o momento em vídeo.

Décima sétima a saltar naquele dia, ela foi arremessada do quinto pilar da Ponte do Esqueleto sem estar presa às cordas de segurança. Caiu em queda livre, sofreu múltiplas fraturas e morreu no local.

O local onde tudo aconteceu permanece o mesmo. A Folha foi a Limeira nesta segunda-feira e acessou a estrutura sem qualquer impedimento. São centenas de metros de concreto erguidos sem proteção lateral, exceto uma pequena mureta.