Claudete Costa, que trabalha no Rio de Janeiro, cobra ações de especialização e também respeito da sociedade pelos quase 800 mil catadores no Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Claudete Costa, representante dos catadores do Rio de Janeiro — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 10:20 Claudete Costa defende inclusão de catadores em políticas ambientais no Brasil Claudete Costa, representante dos catadores no Rio de Janeiro, defende a inclusão dos catadores em políticas ambientais para uma gestão eficaz de resíduos no Brasil. Apesar de existirem 16,1 mil catadores formalizados, o número real chega a 800 mil. Claudete destaca que os catadores entendem melhor os resíduos que lidam diariamente e precisam ser valorizados e integrados nas decisões sobre sustentabilidade e economia circular. Ela critica a hipocrisia social que os desvaloriza e enfatiza a necessidade de participação ativa dos catadores em projetos ambientais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Por mais ambiciosa ou comedida que seja uma política de gestão de resíduos, os planos provavelmente jamais atingirão suas metas se não contarem com o elemento humano: os catadores. Segundo números do Sebrae, são 16,1 mil formalizados, mas o número real seria perto de 800 mil, de acordo com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Durante a Rio Nature and Climate Week, uma dessas profissionais, Claudete Costa, compartilhou suas experiências e visões sobre a economia circular. — Eu sou catadora de materiais recicláveis e, na minha visão, enquanto cidadã, catadora e profissional deste setor, não temos um país educado corretamente para fazer essa destinação. E, com isso, vai tudo para aterros e outras unidades que não representam a destinação correta, a qual geraria trabalho e renda para nós, catadores e catadoras, dentro de uma cooperativa — afirmou. Para ela, os catadores precisam ser tratados como parte da solução, uma vez que lidam diretamente com os resíduos e entendem, na maior parte das vezes melhor do que pessoas em escritórios, quais as destinações que podem receber. —Precisamos enfrentar um histórico de exclusão que existe na sociedade e mudar esse conceito. Por exemplo, muitas vezes me chamam de catadora de lixo. Eu não sou catadora de lixo. Sou catadora de material reciclável — apontou. — É preciso que governo e sociedade deixem de ser hipócritas. Quando convém, somos chamados de catadores de materiais recicláveis. Quando não convém, viramos catadores de lixo. Para ela, qualquer projeto ambiental, de qualquer porte, precisa de uma abordagem ampla, na qual os catadores têm lugar de fala. — É preciso nos deixar sentar à mesa e construir junto. Não adianta alguém chegar com tudo pronto e apenas nos apresentar uma solução, sem nos dar informação e sem nos permitir participar da construção — opinou. — Se estamos falando de planeta, sustentabilidade e clima, então queremos estar dentro dessa discussão. E queremos ser valorizados e remunerados por tudo aquilo que produzimos dentro dessa cadeia.
Catadores precisam ser incluídos em políticas ambientais, afirma representante do setor
Claudete Costa, que trabalha no Rio de Janeiro, cobra ações de especialização e também respeito da sociedade pelos quase 800 mil catadores no Brasil






