A cerca de uma hora de Petrolina (PE), em meio ao sertão pernambucano, um cenário futurista chama a atenção. São 247 grandes espelhos em um semicírculo, todos virados para uma torre de 40 metros que emite um reflexo brilhante no topo.

Os espelhos se movem automaticamente, sempre em busca de refletir o máximo de radiação solar possível no alto da torre, onde estão instalados coletores fotovoltaicos de elevada capacidade, como os usados em satélites ou estações espaciais.

Conhecida como energia heliotérmica ou energia solar concentrada, a tecnologia já vem sendo usada por alguns países, mas ainda é inédita no país. A usina de Petrolina é parte de um projeto de pesquisa e desenvolvimento da Axia.

A companhia está direcionando para o vale do rio São Francisco parte dos recursos obrigatórios de programa de pesquisa coordenado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O objetivo é fomentar um hub de inovação na região.

Um dos principais desafios é encontrar soluções que minimizem os cortes de energia renovável, diz o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Renováveis da Axia, Rodrigo Vilaça. Os cortes geram prejuízos e desincentivam investimentos no país.