A Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), realizada entre os dias 29 de maio e 2 de junho em Chicago, nos Estados Unidos, trouxe novidades para pesquisadores e pacientes. Além de um medicamento considerado revolucionário contra o câncer de pâncreas, o congresso também apresentou novos usos para fármacos já conhecidos, avanços nas terapias-alvo e achados sobre a importância do estilo de vida no cuidado oncológico.

O estudo internacional de fase 3 RASolute-302 quase dobrou a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático, uma das doenças com pior prognóstico entre os tumores sólidos. De acordo com o levantamento SEERS, do Instituto Nacional de Câncer (NCI) dos Estados Unidos, apenas 3% dos pacientes com essa condição estão vivos cinco anos após o diagnóstico

A pesquisa avaliou o daraxonrasib, um inibidor multisseletivo de RAS(ON), em 500 pacientes com adenocarcinoma ductal de pâncreas metastático que já haviam recebido outro tratamento. Em comparação à quimioterapia convencional, o medicamento mais que dobrou o tempo de sobrevida dos pacientes, que passou de 6,7 para 13,2 meses, reduzindo em 60% o risco de morte.

Também prolongou o tempo em que a doença permanece sob controle antes de voltar a crescer, aumentou a proporção de pacientes com redução significativa do tamanho dos tumores e esteve associado a menos efeitos adversos graves.